Bendigo tua fonte de vida.
Teus passos lentos. Tua redenção.
Teu coração bate súplicas ao vento.
O incerto gestual da tua mão.
Eu mendigo as tuas tristezas
a tua consciência que ensina
os frutos maduros, a riqueza
da sábia justiça divina.
Mendigo teu triste olhar
à solidão mendigo em verso,
que possa compartilhar o ar
as tuas verdades inversas.
Com quem se rodeia,
com quem com amor se oferece
ainda que seja alheio,
a oferenda da prece.

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