Senhor,
eu só preciso um tiquinho daquela árvore,
para construir meu ninho,
numa algazarra de vento.
E uma frestinha de sol,
pra abrir minha guela,
e despejar meu canto,
muito além da janela.
de tantos outros pássaros cantantes,
povoar jardins e quintais,
e tua floresta muda,
em festas de arraiais.
Depois prometo:
juntar ossos penas,
desfazer toda cena,
e por um tiquinho de tempo,
ser feliz apenas nada sendo.
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