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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

poetas

 


Vão embora... 
Os grandes tristes,
Os mal assombrados,
os mentirosos, 
os pecadores,

os maus amados,
os maus amores...

Poetas vivos, os  mortos,
de ontem, de hoje...
os eternos  os efêmeros...
vão embora do meu coração,
os últimos, os primeiros.

Se eu pudesse fazer verso bom,
contava hiatos, ditongos 
e aparava o tom.

A minha alma de poeta
 é como um gato
no telhado...
mia, não solfeja!
é um gato comum,
 qualquer que se veja.

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