Mergulhada nos estudos.
Estudos da minha solidão
do meu isolamento.
Estudos dos confrontos
da minha existência,
do que sou
e até do que penso.
Os dias não se vão em vão,
são presos numa fresta de sol
onde também me prendo
Me julgo, me liberto e me condeno.
Viver é meu destino,
Não sei se bom, às vezes,
me fascino,
outras vezes me alucino.
Abro a janela,
o tempo está bom.
Saio pra rua, sempre o faço,
mas da minha solidão
e isolamento não me desfaço.
No meu pequeno caminho
encontrei teus passos,
num espaço do coração.
E passeio lento, atento
Passeia tu, igualmente,
em outra direção.
E de perto como nunca estive
quase ao alcance da mão,
olho os teus olhos incriveis,
e me turvo a visão.
Olho daqui até lá,
do começo ao final da rua,
sem jamais parar de ti olhar,
É a primeira vez que vejo
assim tão de perto teu mirar.
acena dor e alegria sem fim,
este teu olhar em mim.
E tu não erras
quando com boca grande berra
Que tu és meu grande amor
nesta terra.
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