quarta-feira, 14 de outubro de 2026

confissões

 Mergulhada  nos estudos.

Estudos da minha solidão

do meu isolamento.

Estudos dos confrontos

da minha existência,

do que sou 

e até do que penso.


Os dias não se vão em vão,

são presos numa fresta de sol

onde também me prendo

Me julgo, me liberto e me condeno.


Viver é meu destino, 

Não sei se bom, às vezes,

 me fascino,

outras vezes me alucino.


Abro a janela,

o tempo está bom.

Saio pra rua, sempre o faço,

mas da minha solidão

e isolamento não me  desfaço.


No meu pequeno caminho

encontrei teus passos,

num espaço do coração.

E passeio lento, atento

Passeia tu, igualmente,

em outra direção.


E de perto como nunca estive

quase ao alcance da mão,

olho os teus olhos incriveis,

e me turvo a visão.


Olho daqui até lá,

do começo ao final da rua,

sem jamais parar de  ti olhar,

É a primeira vez que  vejo

assim tão de perto teu mirar.


acena dor e alegria  sem fim,

este teu  olhar em mim.

E tu não erras

quando com boca grande berra

Que tu és meu grande amor

nesta terra.





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