quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Periferia - Maria Melo


Eu sou da periferia
marginália poesia
destes becos sem saida,
triste rota desta vida.

Se me roubam o meu dia
mas não levam as estrelas,
para sempre cobiçá-las
para sempre não vão tê-las...

Os heróis que vão avante
bulicosos vencedores,
nunca olham para tras
e nunca saem  de seus andores...

Eu sou da periferia
dos telhados esquecidos,
de uma nota sem valor,
de bemóis e sustenidos...

marcação sem harmonia,
de ruidos estridentes,
onde sopra todo dia,
passo incerto e descontente.

eu sou da periferia...
periferica semente,
semeada todo dia,
no caminho desta gente.

1 comentários:

RAUL POUGH disse...
Gostei dos "telhados esquecidos". Beijos periféricos...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

coração

  Quem bate... Uma voz  lá dentro responde: é o coração!