domingo, 31 de agosto de 2014

Ontem foi ontem...

De manhã me queixei publicamente
da minha decepção política:

De tarde, inesperadamente
por caminhos turvos e curvos...
estava dentro de um comitê....
Fazendo o que... fazer o que...

Espionar, é claro como é a fábrica
que fabrica o nosso sistema, atual.

Nada de novo... Belas cortinas, belo muro,
churrasqueira, cartazes por todos os lados...

e muita gente trabalhando.

Ora... alguns  animadamente. Outros,
preocupados...

Nen todo mundo  que trabalha
vai acertar a jogada...!!!


A vida continua,
me desculpo por minha decepção
talvez tudo esteva indo muito bem.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

POR ISSO!

Desapodero-me da palavra,
faço por amor as brincadeiras do mundo,
porque a palavra é clava
que crava profundo.

esta não é pedra, nem mesmo areia,
ou pó de serra...é uma pena de "ave" bem leve,
que faço voar sobre a terra.

não é crítica nem cratera,
é um verso quimera,
de quem se  inteira 
dos sonhos da primavera...

Vem as flores, vem o fruto
e apesar dos insultos,
tudo floresce, e a tudo sustenta,
pela mesma lei que a tudo se enterra
que a tudo se  mantem.

não que eu seja pessimista

Mas política é política
e político é político
e nada mais que isto...

nos tempos passados
era conversa fiada e nada mais.

O povo é que tem que entender
que ser cidadão não é apenas permitir
e também agir


e agir com inteligência!

Os políticos são viciados
nas facilidades,

não seja fácil nesta eleição...
Vote Não!!!!!

A ficha de cada um está mais que exposta,
e o voto não vale mais que a rima.

Então vote não!!!! Mande seu político ruim,
de boa conversa, lamber sabão!



Regra básica

Uma pessoa qualquer ignorada pela lei
tem o mínimo e sagrado direito de ser ignorante dela.

Vejo

Vejo
e sou 

grata por este presente imenso...

Curitiba está cheia de moitas amarelas, douradas
dos ipês, floridas!

Mas meus olhos nem sempre estão nas alturas
das árvores, também pelejam pelo chão,
e claro tropeço nas desenxavidas placas
com os mesmos nomes, as mesmas desesperanças vãs

estão mais maquiados, mas plásticos, mais magros
e mais embromadores também...

Nada de novo, nada mesmo, por aqui
é o conformismo que dita o rumo do Brasil.

Alguns escritores...


São maravilhosos
me encantam
as palavras são como sementes,
os versos semeados, jardins....

alguns do passado, são muitos,
quase todos juntos, não tinham luz
para escrever os seus noturnos,
não tinham tinta, nem caneta,
nem  imprensa para os livros,


Não tinham acesso aos grandes pensadores,
nem a ajuda extraordinária do Mr Google,
nem dicionários de rimas,
para marcar seus versos e torna-los invioláveis
contavam as sílabas, marcavam as tônicas e juntavam os átonos de modo preciso porque era preciso...

E para que alguém os conhecesse escreviam
longas cartas com seus pensamentos dentro delas,
chamavam um mensageiro... Que beleza...

Outros escreviam nas areias, nas pedras, na madeira... Certa vez imitei um: escrevi na árvore
o nome dele... Foi muito dificil...mas ele acabou chegando lá e leio...

Agora, neste momento moderno, o verso
é relâmpago faiscante e etereo...
mesmo assim eu não desisto de escrever...

busco a palavra livre mas sei que é quase sonho
esta liberdade da palavra... porque a palavra
é quase uma borboleta, embora tenha asas, embora voe... sobre as flores, também desaparece.



penso

Não sou contra ao que já está feito.
Não tem volta, siga em frente.

Aventuras são aventuras,
se desconhece a passarada
se quebram e se "concertam"
ao longo de toda a estrada

sem se arrepender jamais da  jornada,
aventuras são aventuras
emoções das estradas.

O zé e a música

Zé tinha duas paixões:
a danada dona  e a música

Tocava para sua "musa"
mas ela odiava  o verso.

de violino no peito
na parapeito da janela zé foi entristecendo e envelhecendo.

até que um dia ela mandou ele tocar lá fora,
ela não conseguia dormir com  choros e lamentos
do violino...

e  mesmo assim zé passou a tocar a noite inteira
e ela sonhava com aquela agonia...e não dormia.

Pegou sua trouxa e foi embora.
Zé ficou em paz, em paz como quem chora.

Já que estava sozinho podia tocar ainda muito mais
não tinha plateia.
Tocava para estrelas e com o tempo ruim
as nuvens as escondiam
mas o zé tocava elas apareciam.

Sem mais e sem menos uma estrela shakesperiana  se atirou
da imensidão do espaço, por causa dele, é claro e caiu de ponta
nos seus pés.

Zé deu um pulo e desentalou a estrela da sua aventura:

Ela disse nossa!!! você ainda é mais lindo  sem seu o violino.
Zé balançou a cabeça... não é possível. Que sina, que sino!
Me apaixonar outra vez!

Dai Zé brilhou com muito gosto, tocou para a estrela e fez muito mais
sucesso... sua plateia o rodeou o aplaudiu o compensou...!!!

Tamanha sorte, a duas enciumadas
o tocou com a morte.




Secreta Recompensa

Verdadeiramente
ninguém é somente aquilo que faz,
é também aquilo que pensa.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

o que se passa...

A lei não pode empatar a ciência,
a ciência não pode atropelar a lei..
Como assim...
Uma pessoa não pode alegar ignorância da lei para se defender...
também não pode a lei ignorá-la
nos seus direitos fundamentais...e deixa-la sem defesa.

A lei  tem andado de olhos fechados
inspirado na velha estatua da justiça...
"olhos vendados"... mas mudo,
já está mudado.  Por que vejo
claramente enquanto a ciência voa,
a lei tira seu cochilo!!!!

Acorda que o mundo não para!


A mesa

Está lá fora.
O cara chega acende seu coração no peito
e a tela mostra
o show da palavra,
que é uma parte da alma
que eu chamo de clava!

Paro para ouvi-lo. Ele está mudo!
e percebo que  nada diz
mas em vollta dele
muitas pessoas felizes...

Aplaudem...
Que bom que ele existe

Por que tem sempre alguém que se tenta encontrar,
de quem já não se tem notícial...
que não se encontra nunca mais
que mais tempo que se viva...

por isso, simplesmente por isso
foi tão bom te encontrar neste dia.


Doutor

Lembro-me dos seus dedos trêmulos
sua vista duvidosa,
sem corpo curvo, torto porem sereno,
sua  voz triste, pausada e chorosa.

Tive amor supremo,
não o bastante para segui-lo
para implorar que ficasse,

para olhar seu caminho com a minha paz.
Deixei que fosse
mesmo assim triste
buscar sua nova estrada.

Seus joelhos fracos, seu colo calado,
sua palavra terna sibilava:
medo nunca mais...


Confesso que pensei segurar sua mão
e caminhar seus passos,
sou fraca, simplesmente passo.

Não sei por onde anda...
mas sei por onde andou
por aqui você foi o maior,
meu coração nunca o abandonou.

Todos os dias...

Imagino,
e longe não está da realidade,
estes senhores
indagando:
Haverá mesmo alguma verdade...

ou tudo está no cabresto, no relho
na maldade...!


Se acaso houver, no caso do acaso...uma verdade
pode ser menor que o grão de areia ou a gota da água,
dará medo o tamanho da mágoa...

O que será da montanha de papel
 da montanha de pena
 da montanha de pecado...

terá alguem, não importa quem alguma imunidade,
estara certo disto
o tal pacto das autoridades....


Pode parecer estranho,
mas não há como renunciar ao plano,
quem vive por aqui  sabe

não haverá amanhã para o insano,
se ainda há hoje,  não passa de um engano.


Sou...

Contra a guerra,
a violência,  a destruição, a ignorância.
proceda ela
de qualquer grupo, legal ou não.

As mães são assim
precisam descansar do árduo trabalho da criação da vida,
e só podem fazer isto,
se seus filhos vivem... quanto mais.tempo eles vivem
mais tempo elas descansam!

mas sou a favor da morte e da renovação
no  tempo certo da vida vivida, mesmo porque não poderia ser contra
já que vivo, morro...

Entendo que tudo se vai... o homem a árvore, o cão...

por isso matar os outros, individual (definido na lei como crime e com punição)
 e coletivamente ( guerras legais, se é que existem e ou grupos marginais e marginalizados)
 tudo isto é natural ( ou seja instintivo)
e quando legalizadas as barbaridades, se tornam racionais e produtivas.
É também cultural a intolerância e o racismo a discriminação e a ganancia
a falta de respeito ao próximo...

É lógico ainda não sei se é possível destecer a cultura da guerra, da conquista
e da  imposição...de sofrimento social...e enfraquecimento  acelerado e continuo das gerações,
atuais e comprometimento das gerações vindouras, no que
diz respeito ao animal humano em si e ao seu meio ambiente...




Dai tudo que tem levado à morte precipitada do ser humano  ou a vida infernal  é atraso
de milenios de outras inimaginais possibilidades para a humanidade...
além de ser   arrogância suprema
por que a  morte já está definida  no código natural da vida...
e será executada
a minha, a sua e a de todos...

e a bela e exuberante carne vira lodo...

depois a natureza refaz tudo, tudo, tudo de novo

 as mães, bem o sabem...que  dia feliz
é o dia da mãe quando descobre que o filho descobriu a paz!



Me surpreendo...

Me prendem certas laçadas
que são elegantes  nós dados.

Confio segredos, sem medo.
tenho medo mas não digo
dos meus olhos saem faiscas.
Meus interlocutores me espreitam.
com  um certo nó na vista.

Trabalho feito um baralho,
todos que jogam querem ganhar...
mas também se divertem
também fazem guerra.

O premio uma a perseguição nesta terra.
E quem não ganha sente um certo frio...

O direito deveria ser um rio
que matasse a sede e não um lago seco,
tantas vezes vazio.

que quando a gente o invoca
ele se entorta e evapora,
dele ninguém sabe ninguém viu...

Nem os sábios doutores dele dá conta,
vejo no olhar deles um rodopio de tontos,
que se não pela graça do papel
estariam todos ao leo.

O verso é mal feito mas é em homenagem ao direito
Constitucional... que trata vamos assim dizer
do direito nato de que perante a lei todos seriam iguais.

Vai lá meu Brasil,
acorda se tem que legislar, legisla, corre,
porque as novidades não para enquanto
seus legisladores dormem.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

meia palavra

É muita
meia aqui. meia lá
se junta.

Toma forma. Se informa
se incorpora.

Por isso,
escrevo uma vírgula e ponto.

Sozinho

Na escuridão da sua vida,
e do coração, mesmo assim, ainda há uma
 saída:,

Põe suas armas no chão,
depois levante as mãos
caminhe devagar

pegue um tambor bem grande,
encha de água até a boca

depois uma por  uma,  põe nele suas armas de fogo.
Tampe bem tampado espere
o tempo vai apaga-las...

Fique desarmado até se acostumar
depois de calmo corpo e alma,
procure suas crianças, seus filhos, netos sobrinhos,
primos e brinque com elas
de qualquer coisa
elas sabem brincadeiras incríveis.
elas são sábias


É díficil. O medo atormenta,
o ódio aumenta
a chance do tudo piorar,

mas não, nem que chore,
nem que sofra, procure até encontrar a paz do coração.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

É o que é...

É o que é
não o que poderia ser.

aí está o verso mais poético que já pude escrever.

às vezes a poesia é melindrosa:
um jardim sem rosa,
o poeta esperto voga vagarinho
que sorte, no meu caminho se não tem  rosa, também não tem espinho!!!!

as cortinas...

Não são de ferro.
Balançam ao vento do ventilador de teto.

por detrás operam mãos secretas,
discretas. Operam diretas.

Não estou no palco,
nem na platéia...
me distraio entre as ruinas do velho castelo.

Minha sina, os cacarecos.

mas quem me dera habilidade tanta,
de juntar fio com fio, na manta!

O momento é tão nobre,
que a riqueza ficou pobre!

Me divago largo espaço para o abraço
é meu o laço...
a presa sou eu...

Não bebo mais
o vinho me bebeu!

quem leio não entendeu......
a poesia voa é como folha,
na bolha, como uma bolha na folha...
fuau...fuau!



domingo, 24 de agosto de 2014

nada mesmo

De repente nada vejo de poético,
a tapete da sala é belo como o sonho,
por causa do lixo que tem debaixo
o tapete  ainda não voa. Componho!

E digo sinceramente
nada há de errado com a sujeira,
a não ser de sempre  se esconder
por detrás da tapeteira.


e nada há de errado com a varredeira,
a não ser esta mania de esconder
o lixo fora da lixeira.


Momentos

 Tem muito problema para minha pouca matemática, se começo a pensar vem logo o embate:   Vamos poetar, é melhor a temática. Mas poetar també...