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sábado, 24 de outubro de 2026

Meus dias são assim.

 Hoje  o caminho está muito claro

ontem foi íngreme e  foi árduo

Não foi  às escuras, o adversário

Foi à clava  e  muito,  às claras.


Nas batalhas, perdi muitas riquezas,

especialmente,  aquelas sonhadas

As conquistas nunca chegaram

foram pra longe. Se desviaram.


Não perdi a riqueza que um dia

Deus me havia confiado.

Pois não estava sob os olhos,

dos  meus maus comportados.


Queria levar comigo a beleza,

dos caminhos em que  havia pisado,

A terra era toda bela, fascinada

Não sabia simplesmente ser amada.


Meus pés rodopiavam na estrada,

cada rio, com pouca ou muita água,

era minha, na essência, cada montanha

que sentada no tempo me espreitava.


Até dos  mares que  não conhecia,

das florestas  e dos bichos que temia,

nada mesmo,  para tras, deixaria

nem os pássaros me escaparia.


Eles previram . Eles sabiam,

que seu  pudesse a terra lhes furtaria,

e talvez nem um grão de areia

nunca, jamais lhes devolveria.


Levava até o sol e a lua

que na janela me acordava todo dia,

Nuvens escuras e estrelas,

nada mesmo lhes deixaria.


A chuva que me molha de manha,

a minha pessoa amada no coração

Também levaria, jamais largaria

esquecida assim  nas   sua mãos.


Minha alma não se dedida ao nada,

é também tudo matéria,

corpo alma, espírito  e coisa eterea

de céus, terra e inferno.


Das dores sinceras, às falsas alegrias,

meu corpo, alma e espírito vive

da eterna   realidade fantasias

que por toda o tempo na vida se cultiva.


Amo a materia que  oscila e cria

faz chover noite e dia a fertilidade

da luz do sol que alimenta e guia

entorno  universo da realidade.


Nas lutas e nas batalhas, nas guerras

me dá  sempre um sono danada,

caio sobre  terra, na mortalha

a sonhar a dormir, até mesmo acordada.


As muitas vezes, acordava,

dormiam ainda meus adversários,

e me  dava sempre às gargalhadas,

Nas rezas do dia,  do meu rosário.


A gente luta, apanha e bate,

se debate, em combate,

A gente joga, às braçadas, às pernadas,

e até às cabeçadas.


A gente nunca perde, a gente vive.

Esta é a lei, esta é a regra,

quem vive, sempre ganha vida,

aquela a qual se entrega.












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