cantinhoespiritual

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O natal e ano novo que se inicia... O Nosso Deus continue a nos abençoar com a amizade, o carinho e
a alegria de nossos amigos, perto ou longe. Desejo a todos feliz natal e próspero ano novo.

The Christmas and New year that begins... Our God still blessed us with friendship, love and joy of our friends, near and far. I wish you all Merry Christmas and prosperous new year....



Agradeço o carinho da sua visita... Visitam este blog Brasil, Estados Unidos, Israel, França, Portugal, Antilhas Holandesas, Alemanha, Georgia, Coreia do Sul, Canadá, Malásia...Moldavia, India, Rússia, China, Turquia, Reino Unido, Ucrânia, Hong Kong, Itália, Austrália, Arabia Saudita, Argelia, Jersey, Peru, México, Slovenia, Ucrania, Macau , Emirados Árabes unidos, Egito,Argentina, Líbia, Romenia, Holanda, Marrocos, Japão, Angola, Indonésia, Senegal, Cabo Verde, Letonia, Kwait, Brunei, Vietnan e Venezuela Welcome and I am glad... back again!...
e convido você que ainda não o visitou a visita-lo também.

Maria Melo - como vai você

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Quase meia noite....

A festa estava boa.
Nem sei o que fui fazer lá...
talvez ver, sentir... mentir, repetir...
nem importa...

Amiga se bandiou para o lado
de asas fritas de galinha do mato
e frituras de batata...

O cheiro me entedia...
outro dia talvez me distraia.

Pego minha traia...
e vou inspecionar as paredes,
feito pescador sem mar e sem rede...

A dança das luzes, meus olhos vermelhos se cansam...
com tons em azuis...

Num átimo Richard Gere...aparece
bem no meio do feixe de raios luminosos da festa.
!!! sozinho????...

Me resta fazer cálculos...
meu primeiro assalto é levantar os braços bem altos,
gritar, Gere, olha eu eu aqui...
voce salvou meu dia! Que alegria...

Me controlo e lhe sorrio quase imperceptivelmente,
como se fosse comum encontra-lo por aqui, na periferia.

Ele olha sempre para a mesma direção:
Suas amigas chegam, o abraça, o aperta, o beija o cheira.
Depois se vão. Ele ainda está no vão da minha visão.

Finalmente o salão se clareia e Ele me olha, olha para mim:
vem na minha direção.
Me diz oi... me beija, beijo de amigo...
e me pergunta o que há comigo....!


Eu digo... estou esperando o cara da abóbora.
tenho hora marcada. Um compromisso. O cara da abóbora também.
Ah...!!! Aceita tomar algo?
Sim, respondo. O que? pergunta.
O que você beber eu bebo.

E foi buscar uma bebida. Fiquei sozinha.
Suas amigas voltaram. Cadê o Gere...?
Foi pegar bebida. Respondi.
Ah, quero dizer que ele nos pediu para facilitar você...

- Um cara bacana, bonito,
boa fama, boa grana, bom carater,
dança bem, pediu facilidade, comigo ????

Pensei no vinho, virei a garrafa inteira na guela...
deixei me esfregar toda pelas folhas da parreira,
que cheira e cheira, um cheiro que só quem ama
sabe dela... A uva, um vinho de toda a uva, até das raizes,
bebi tudo, deixei as pernas bambas,
ele que me leve, jogue meus sapatos na lama,
e me carregue. Bêbada sou mais leve.

Olha só o vestido das meninas,
se não bastasse o fervor da idade,
ainda sua silhueta matematicamente perfeita..
filhas moodernas da cirurgia plástica.

E a crueldade comigo...
esperando o cara da abóbora... sei que ele não atrasa,
não falta, nada tem de importante para fazer...
se não vir na hora exata...

Olho o relógio,
que apito no meio da noite, já é dia.
quando acho um cara bacana assim,
estou sempre dormindo...

e ele acorda sempre primeiro que eu!

sábado, 12 de maio de 2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

é muito fácil

Escolho quem quero amar.
E amo completamente
porque é bom de se gostar
do escolhido da gente.


Toda diferença
se encaixa em seu lugar.
Escolho quem quero amar.
e amo sinceramente.

Mas ser amado
tem peso e medida diferente,
porque a gente não manda,
em quem gosta da gente.

Vaidade não precisa de espelho

quarta-feira, 9 de maio de 2012

a vida

A divindade cansada
dos turbilhões grego romanos...
passou o governo aos seus sósias
os espertíssimos humanos

Que de vestimentas em punho,
consagrou sabedoria,
e desde os primórdios dos tempos
o vento divino emanaria.

 Das montanhas do sol nascente,
e das vertentes as preces correriam
palavras santas sagradas,
do mais alto monte cairiam.

Nas mãos dos sábios,
dos governos governantes e governados,
do povo sóbrio amante e amado
dos trabalhadores e trabalhados...

Para que fossem crentes,
Mesmo que fosse o homem mais cruel
pai da guerra que os guiaria
Sim, em Deus, que um dia voltaria.

Que passassem sofrimento com humildade,
que o paraiso pós morte lhes viria
enfrentassem a desdita e má sorte,
 por que a morte os libertaria!

 Meu pai do céu meu pai da terra,
que perdoem-me esta lástima,
por que sofrer indefinidamente
criar manter tensões que se alastram?

Será possível que a realidade nua e crua não nos basta?!!!

domingo, 6 de maio de 2012

As toras parecem pão...

As toras parecem pão.
E de certo, o são.

No Paraná algumas décadas atrás era comum os caminhões de tora,
circularem pelas estradas,
Levavam o progresso as casas os móveis,
 os sonhos de uma vida melhor

Assim as cidades se construiram ao longo do tempo.
 A casas nos campos de agricultura eram sempre de madeira,
assim como as casas dos povoados das pequenas cidades paranaenses...

A escolas, a igrejas, os paiós e tuias, os currais,
os chiqueiros, os coretos, as vendas,
 E tudo feito de árvore cortada
que não se plantou...Estava lá quando se chegou.

O fogo para se cozinhar os alimentos era feito de galhos cortados, serrados...
sob forma de feixe de lenha.

 Esqueçamos os campos dos pequenos agricultores,
e olhemos para cidades do oeste e do sudoeste do Paraná,
onde a madeira foi o grande motor de todo o desenvolvimento...
Grandes empresas, de fora do Brasil exploraram
 as matas nativas de madeira de lei, madeira nobre...
e criaram as cidades daquela região
Um enriquecimento extraordinário
que resultou num polo diferenciado do Paraná.

No sul do Paraná olhemos para Paranaguá,
que embarcava as madeiras... olhemos para os barcos, dos pequenos aos grandes,
 feito de árvore...

 as carroças, as charretes, os carroções,
 as carrocerias dos caminhões que puxavam a agricultura, no norte do Paraná...
tudo de árvore.

Daí se percebe que pão e árvore são da mesma panela!

O homem tem dependência das árvores de grande porte
e de madeira nobre e de qualquer árvore...
seja ele rico ou pobre...
 para construir seus artefatos essenciais
e usar o que se pode desta vida...

A indústria da construção tem substituido muito da madeira
 por outros "elementos" que são retirados da natureza
também indiscriminadamente...

 porque não se olha bem longe,

Madeira de toda espécie se pode cultivar,
porisso a vida inventou a SEMENTE ou a MUDA
porem outros elementos da terra
utilizados, não podem ser cultivados pelo homem...
assim tem que ser fiscalizados sua retirada e utilização...
especialmente a sua reciclagem.

 O que quero dizer é que é preciso legislar não só sobre a preservação do mínino,
 porque o mínino não é suficiente...

 É preciso legislar urgentetemente
sobre a criação de pequenas florestas de madeira nobre, de grande porte,
pelas terras nuas do Paraná,
Para que a ecologia seja um pacto real entre o meio ambiente e seu principal predador, o homem.
 Estas pequenas florestas de árvores de grande porte distribuidas legalmente sobre o Estado darão ao homem o futuro sustentável, como clima, água, ar e terra produtiva.

sábado, 5 de maio de 2012

mensagens dos amigos

As you travel through life,
your dreams will guide you,
determination will get you there,
and love will provide the greatest scenery of all.
-- Michelle C. Ustaszeski

Blessed travels to you always, my friend,
CG

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Espanhois...

Que Deus proteja este povo,
para que suas mudanças politicas sejam
de paz e crescimento,

quinta-feira, 26 de abril de 2012

palavra

É linda a palavra:
tanto a poética
tanto a escrava.

A que trabalha a lavra.

a que entende e salva.

-Vamos passear...?
os olhinhos brilham, cintilam.
Se ilumina no rosto o sorriso pleno
o ruido lindo,
da quase voz.

o corpinho se meche,
desce,
põe os pés no chão,
estende a mão..

e vão passear
o netinho e sua vó!


Brancura

Ares de beleza simples em sua altivez
diafána pele, a brancura em síntese.
riso e olhares invocam  lugares.

ávida lucidez de mulher serena
nascida aos abraços e beijos
aladas flores lindas verbenas.

Suaves asas de menina prendem
altares em ombros fortes e sustentadores
nave e terrena femea.

tanto de paz  tanto de luta
onde a terra é fertil a semente gruda
selvagem força, fé e  labuta.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

poemar

A poesia é uma arte, é claro!
acima de tudo um arejamento.
às vezes passa tão longe da realidade,
tão inascessível como o vento,
noutras passa íntimo,
e quando passa assim dentro
deixa tudo claro límpido.

terça-feira, 24 de abril de 2012

lei social



"Cada macaco no seu galho"
Isto era antigamente quando havia árvore
Quando havia galho.
Dizimadas as árvores
Os galhos vão ao chão.
Uns virão fumaça, naco.
Outros luxuosos tacos.
Já não há galhos
para tantos macacos.


cama das sociais..
extratos da conta bancário.
do tamanho do conteudo do armário


Cama  da vida:
uma centena de elementos versáteis
numa integração natural,

combinaçao e mistura,
uma nata postura - de somos tudo isto e aquilo -
e nada mais.

na cama há certos dignissimos elementais
oxihidrogênio a lamber  lavar
compor novos poemas  e camadas animais.


Cama das árvores,
deita-se o verde, deita-se a luz
deita-se a água nas frutas,
deita-se a fome e as lutas.

cama do ar,
deita-se azul no pulmão da terra,
deita-se o vermelho do ferro,
deita-se o coração do homem.
Deita-se toda a matéria...

Qual era mesmo aquela filosofia?










segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ney Matogrosso

domingo, 22 de abril de 2012

conversa interessante



as crianças desenham:
sobre a mesa o papel
Uma enorme boca ocupava todo o papel da menina
um sorriso gigante.

A outra disse:
nossa - como esta pessoa está feliz.

A desenhista falou:
- Não está não.
Esta pessoa não está feliz...
mas mesmo assim sua boca está feliz.

Por que... questionou com uma estranha expressão...

é que ainda não desenhei a pessoa.
Se a pessoa não existe, não está feliz.

Mas mesmo que a pessoa não esteja feliz,
sua boca tem que estar feliz.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Lei-terapia

Sobre a terapia da leitura
trata-se de um grande recurso
não apenas para as crianças
também para os adultos.

Lei terapia
além do que se come
para se viver
o homem também vive
daquilo que ele lê.

No caso o texto anterior
publicado neste blog
que fala dos livros chineses,
dos mestres da prosa.

Para aliviar a pena
pela mente dos criminosos imposta.
a eles mesmos
por ter burlado o verso da prosa.

A aprendizagem de um outro idioma
completamente diverso do nativo,
dá um reinicio de vida
a quem se perdeu na trilha.

Leite rapia
não é hipnose das vidas anteriores,
cuja neurose,
é pior que piolho...
na cabeça de repolho...

É simples recomeço
de uma nova alfabetização,
traz novos recursos de vida
a quem o faz com dedicação.

Pois livros não bastam
quando estão fartos de erros crassos
que induz a tortura
dos dramas clássicos...

Começar como criança
de cada vez um passo
nunca perder a esperança,
de vencer o proprio fracasso.

Começar sim
não pelos mesmos erros,
começar de novo se preciso for
com a humildade
de quem tem coragem para reaprender a viver

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O quintal

Os Galos velhos  já não cantam
 como cantam os galos...
pinto novo não canta nem pia...
cala... eis o quintal ou a sala!

A cidade não tem pai nem inventor..
nasceu num estalo e se instalou.
e árvores gigantes concretas,
homens leões macacos insetos
abriga tudo tudo pendurado  nelas!

O mar esta mãe que rosna incansável
ladrilhou  de mármore suas antigas cavernas
e o homem goza da riqueza fatal

A cidade era negra
nem o dragão a clareava em sua furia,
na escuridão o dragão com medo
 namorava a pálida e infiel lua.

A cidade, o sino, a capela, a vela,
que o vento roubava nas noites escuras...

E minha mãe
santa madre, de todos na cidade
era comadre, além do pai, todos tinham padre.
Para confessar os pecados
quando as coisas saiam errado.

ainda vou caminhar na cidade,
onde o pão da terra não seja roubado
o menino pega, ainda que não
tenha plantado e enche a barriga
igual  passarinho,
depois desaparece no calor da tarde,
reaparece já grande e longe do ninho
para cantar e bater as asas
e fazer outros passarinhos.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Veja bem...

Veja bem....



Passa apenas um raio de sol:
mas alguma coisa passa...
onde passa um raio passa tudo
porque a máteria é elástica.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

geo físicos

Os geo físicos entenderiam
um lapso da história - aqui tem um hiato!
um vão vão,
dentro da memória...
como um prato bem cheio...

de tudo que temos agora!

e ficariam caladas,
sentados em suas toras,
saboreando suas glorias!

Os geo físicos...
quem os entenderia...?

quinta-feira, 5 de abril de 2012

espirito

Para alguns uma estranha fantasia,
que faz rir de medo, nervosismo e agonia.
Para outros sonhos, ilusões,
mentiras deslavadas, empirica alegria.

Pense o quiser sobre isto,
pode se rir, contar histórias, estórias,
intermináveis dos interminaveis dias,
onde se reinam ou reinam os espíritos
de todos os tempos, inclusive de agora.

qualquer que seja a história
quem é vivo
é um canditado sem reprova,
sem por cento a ser espirito que se revela...
tal qual qualquer espirito o é agora...

e quem é espirito, igualmente,
um canditado sem por cento e
sem reprova a ser da vida materia
que ele espia la de fora.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Duvida... e se for verdade...

Era uma festa,
destas que começa antes e termina depois.
O renomado político,
muito bem penteado já estava lá
quando alguém chegou:

Nem fora convidado, o alguém chegado,
mas era chegado de outro algúem convidado.

Conheces aquela lá...
Ele disse não... ao seus seguranças.
Não tem nome na lista,
está na confiança daquela outra lá
ou da outra, ou da outra, não se sabe ao certo.

Ninguém duvida que todos sejam
muito bons, tanto politicos, tanto artistas,
tanto outras coisas que sejam.

Ele deveria fazer um pequeno discurso
da sua postura politica,
e este discurso deveria ser igual, do tipo soneto,
clássico, com tantos versos, tantas linhas,
tantas letras, dentro dos tons, das tônicas
e da dramaticidade exigida para o momento.

e começou: Amanha vai ser o meu dia de pensar.
Por ora quero dizer que acordei todo feio e descabelado,
do meu lado dois grandes cachorros deitados,
eram ferozes, mas necessários.

talvez alguns politicos não possam  confiar
nos anjos da guarda.

O primeiro que entrou no quarto foi meu cabelereiro,
que arrumou assim... depois o modista que me vestiu,
depois tantos outros me serviram,
todos muito alegres e bem humorados...

Parece que nunca fiz nada de errado,
não importa o que eu faça...
todos acham correto e ficam admirados.


Quero dizer que estou de mudança,
mudança de mim mesmo, daquilo que sempre fui,
quero ser outro, doravante vou cuidar
da minha vaidade,

por que  eu um politico tão importante e tão
antigo tenho que ser feio... 
tenho que roubar, furtar, desencaminhar os bens
públicos enquanto outros podem
de dar ao luxo de ter as mãos limpas...

É verdade que eu fiz poucas obras
diante do muto que poderia ter feito...

Não quero mais ser
corrupto, também quero ser orgulhoso da minha honestidade
e do bem que todos os pobres se gabam de possuir,
a dignidade...

A partir de hoje
sou um politico honesto aí de quem falar
mal de mim,
aí de quem me convidar  para falcatruas
 e pizzas... que são boas e tentadoras
mas se comidas em demasia,

atacam!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

a saude da nação

Direito à saude, ao tratamento da saúde quando necessário...
Não há nação justa,
rica, evoluida
antes que este direito seja igual para todos...

O atendimento médico hospitalar
deve ter um padrão de igualdade
digno, sem discriminação...
de pobres e ricos... porque é isto é vergonhoso...

uma sociedade não funciona
apenas com o trabalho dos homens ricos...
ou dos homens poderosos, ou dos homens cultos
uma sociedade por mais nobre que seja
necessita de todos para funcionar...

Se uma parte é maltratada ou abandonada
esta sociedade é fragilizada
e até fragmentada a ainda que pareça bem
é uma sociedade muito doente.

Vou ficar zen...

Não por causa de meditar
talvez por causa do inverno,
o coração fica breve, neve, leve,
e começa a levitar

seu vermelho fica azul,
com uma estrela novinha em folha,
as mil cores do sol da manhã,
flutua no ar resplandecente bolha.

Quem dá a dádiva de ser zen
deixar-me folha, leve, breve neve...
no ar, ir levar meu borbulhar...
levar-me leve, neve breve pelo ar....

o coração de mágoa deixar secar
como folha breve, leve, neve,
suavemente passar, passar...

sem único rescentimento mágoa
pesada da vida para carregar.
deixar me breve, leve, neve
passar, bailar, passar bailar...
sem nunca me acabar.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Cinema... estou pensando...

O último filme que assisti
foi bee no shopping.

Faz mais de uma década que não vou ao cinema.
Não assisto filmes.
Motivo.
Eu e meus medos à flor da pele.

Dormi com a  televisão ligada.
Passava algo ameno nela...
algum melodrama de príncipe e Cinderela.

Como de costume quem dorme dorme,
os personagens do filme escaparam da tela
e invadiram minha casa
e faziam algo diferente do que tínhamos
previamente contratado: O filme tinha mudado
enquanto eu me distrai dormindo.

Levantei-me num voo, peguei minha vassoura
e comecei a agitar o ar...
expulsei todos saíram pela janela, pela parede, pelo teto,
afinal personagens de tv são muito ecléticos em suas loucuras...
eu também o sou.

depois da casa vazia...
acordei era quase dia.
e a tv continuava mostrando algo,
era um filme de terror...

Não atirei na Tv mas a tirei da mesa
e a coloquei no alto do armário, onde nem eu mesmo alcanço
nem sei como a coloquei lá. Ainda está lá
pra quem quiser ver....

Fui ver bee, por insistência de um amigo
louco por cinema...
Bee é diferente, desafiou-me,
quer mudar minha visão do cinema...

Assim sentei novamente na cadeira do cinema
(quando do lançamento e fiquei esperando a novidade
do bee..
enquanto rolava na tela a estória a la francesa,
vi sem dúvida., a beleza dos programadores,
com estas nano explosões de fogos naturais,
que encantam os olhos da gente...

Faço vídeos não cinema... nada sei sobre a grande arte
das imagens...

quero apenas o dizer em cada video,
onde cada um é uma estrela 
e que recebo de braços abertos o presente
da sua vida... a vida simples, o dia a dia,
as coisas comuns, corriqueiras,
as correrias, as canseiras,

que você é meu artista preferido.

quinta-feira, 29 de março de 2012

escrever...

às vezes uma molhadinha
já salva,
noutras um pé de nuvem  d´ água
que lava...

as flores  secas  mortas
leva para alem da porta...
esmaga...

suavemente...

É á doce lei
da eterna primavera.

terça-feira, 27 de março de 2012

No olho do mundo....

Se vê claramente que a matéria
de menos a mais infinito é una...
mas concede ao homem a ilusão
do espaço inter estelar.

A abelha faz o mel
com sua pura sabedoria.

a percepção da infinitude
guia a consequência da razão.

porque expõe o finito. Aqui tem um ponto.
um traço -  um passo falso.

Quando a física escapar das camadas
elettônicas... então verdadeiramente
o mundo dará um salto.

o pensamento

Arte de pensar...
Me ensinam a caminhar,
me ensinam todas as coisas,
nasci leigo... é uma crença.
para não dizer ignorante ou inocente...
que também são verdades...
sem nenhuma incoerencia.

Ninguém no entanto...
faz-se bom mestre do pensamento.
a ave das alturas
que pousa e pausa no tempo.

E se achega de forma diversa
a bicar os dias de indolência,
da infância de tal crença.

A arte de pensar causa ciência,
de alguns sábios modernos,
que trabalham... modelam
sociedades imensas.

que a todos e a tudo afivelam
no mesmo espaço de tempo...

O pensamento, esta postura
colossal que iguala todos os homens,
de poder de bem e de mal...

e não há quem os desatrele
deste infinito varal.

sábado, 24 de março de 2012

Asas...

apostos n ´asa
não nasa.
este triz no giz...
na alma, abrasa.

no estribilho da asa,
o grilho
expulsa a escuridão da casa.

anônimos sinônimos,
sem nomes,
apostos n´asa,
abrasa o peito
arrasa
o coração de amor.

chamo a chama
a rama que esparrama
o sonho que se derrama

como chuva para quem ama.

Aposto n´asa,
a mão do tempo,
 leva, lava
a dor e a solidão do vento
que nunca teve
nunca terá casa.

Não é crítica...

A médica já estava velha.
Seu sistema de atendimento é definido
para a maior pobreza do país.

Em todos os sentidos
privados das boas coisas da vida.

Envelheceu ali mesmo no consultório,
lá fora não percebeu sequer que houvesse pássaros
em seu quintal ou borboletas no jardim
ou mesmo um jardim.

Tão pouco tempo dedicava a
si mesmo.
Era seu amor maior ao próximo,

Seus filhos, todos de boa índole e boa sorte,
de berço, da casa, de rua, de tudo mais, na vida.
não lhe causavam nenhum aborrecimento.

Seus olhos, entretanto e seu coração
eram muito fiéis e não mentiam para ( si mesmo)
O que via guardava segredo
e se não guardasse deixavam ela falando sozinha,
nas festas, nas rinhas... na cozinha...

Era uma operária, paga por se-lo apenas  
e bem paga se comparada a sua profissão
e a de milhões no país.

"Além de médica, hoje quero fazer uma prece,
Hoje, este meu tempo de vida, que sempre foi pouco,
para as intermináveis filas de sofrimento, que vejo
todo dia e que sei, amenizo o mal,
por tão pouco... mas não minha agonia!

A garota no consultório quer doar seus bebês...
são gêmeos, não suportará garrega-los
fora da barriga, pela miséria desta vida
sem saída...

Quer um pai e uma mãe para seus bebês,
destes que tem fartura de mesa, e fartura de coração,

Mas gêmeos, de origem duvidosa,
de genética obscura, ninguém sabe  o que os pais fizeram...
"eles não querem não."

Não quer que seus bebês,
vão embora para o estrangeiro,
não por preconceito, mas por sabe-los
tão longe do seu peito.

Embora o peito seja seco
como é seco de ternura o seu olhar,
só passa os seus bebês
para quem tiver o  pão coração
e quiser doar.


a médica ficou pensativa,
De que  forma segura
prestar ajuda a quem procura...
a quem precisa,

Poderia ela ficar com os bebês,
dinheiro  tinha bastante guardado.

Pensou muito sobre o que fazer...

Decidiu visitá-la,
comprou uma sacola de bebê dupla
encheu de roupas, cada uma mais linda do que a outra,
pegou seu carro, convidou uma amiga,
e foram para a favela.

No caminho pensaram até se tomariam um café
na casa dela...Que  a menina ficasse impressionada
com as roupinhas de bebê e que decidisse
ficar com os filhos...os gêmeos.

Lá na favela não acreditaram muito no que viam
pelo caminho... quando chegaram a porta do barraco
estava aberta, a menina
veio até o carro, com um olhar muito frio,
tão frio quanto o dá vó que olhou, sentada
num canto do barraco e ignorou.
O velho na cama não podia andar, estava deitado.

A médica desceu do carro
queria dar um abraço na menina,
mas ela se esquivou. Paracia naquela momento
envergonhada de toda aquele sofrimento.

Bem que se poderia dizer que ela pensava
- Eu não mereço isto... eles os gêmeos, também, não.
Ela era muito criança para saber
o que ela merecia, neste mundo,
o que ela tinha direito de ter
e não tinha...

A médica tinha planejado levar a menina
para sua casa e adotar, todos, não legalmente,
na " frieza da lei, mas adotar na
 relação humana,
de pessoa para pessoa, que conhece uma lei
mais profunda e viva do que a lei do papel, do escriba...
e dos interesses alheios...

A lei do coração.

Mas quando viu a velha, o velho, o barraco,
centenas deles
de pessoas e casas de vidas aos cacos,
baqueou...

Viu que seu coração era também um órgão
limitado, até mesmo nos mais beneméritos pensamentos
ela não se acreditava ter alguma coisa com aquilo.

Porisso fez a prece...

Levou a menina consigo e os gêmeos juntos,
seu dinheiro é muito,
dá para todos...

Os gêmeos ainda não nasceram mas a menina
já é outra...

A médica reza às pessoas de coragem
que exerçam a lei com bondade,
com amor ao próximo e com dignidade.

e nunca se esqueçam
apesar da grandeza e da importancia
de qualquer grande cargo que exerçam...
existem uma certa igualdade
entre todos os homens.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O labirinto da mente

Que tarefa mais absurda você me deu...
não há quem possa  contra a dureza
dos corações de pedra...
atributo da rocha.

Pois criastes as pedras..
quando deixam de ser pedras... viraram pó!
São ou não o São!
Eis o grande e sábio Nó
deste tipo de coração.

Outra coisa que é estranho:
o coração de latão não quebra
entorta enferruja... dura bastante
depois se debulha
em fragmentos pelo chão
se confundido com  a terra
nunca deixa de ser latão.

ainda assim falo eu do coração...
que a lava vermelha aprisionada
em artérias e veias...
cumpra seu longo destino...
a trilha da própria vida
completamente alheia
a circular sempre o mesmo caminho...

quarta-feira, 21 de março de 2012

A salvação do Planeta

Amar e respeitar a natureza não
significa desalojar o ser humano dela , excluindo seus valores, seus direitos e deveres e funções...
 mas  integra-lo em melhores condições
sociais para que todos possam contribuir
com o cuidado e a preservação do meio ambiente,
o planeta, que aliás não  pertence a x e nem y,
desta ou daquela classe... gênero ou especie,  pertence,
a toda comunidade terrestre,  indistintamente, de quaisquer outros valores.
ou convenções da época...porém ao homem, somente ao homem,
é atribuido o crime da destruição do meio ambiente...

Estará seguro quando isto  e tantos outros aquilos
não citados, for respeitado...porque fica claro, um homem só, ou mesmo um grupo, ou mesmo muitos grupos, não cuidam apenas usufruem... quem cuida é a comunidade.

terça-feira, 20 de março de 2012

As luzes...

a noite com bafo quente de estrelas
parece conversar calmamente com a solidão de alguém.
O coração palpita
é o  perfume indescritivel e indecifravel
da velha árvore noturna.
Além das estrelas o ruido e os faróis
dos pontentes carros cruzam o presente do caminhante.

intrigas antigas
a arte de existir, apesar do tempo, ainda.
não finda.
E tudo tão novo, até as velhas estrelas
se vestem para este  debut.

A mesma velha árvore perfumada como nunca
agita suavemente seu lume,
de duas lâmpadas gigantes,
nascidas  em  inesperados caules cinza de concreto armado,
 ( plantados) ali mesmo, junto ao caule verde
de sua floresta de folhas e flores...e fruto...

para o caminhante assim como para a árvore,
é luz, mesmo falsa, inventada
é um presente de estrema grandeza,
de tanto  merecimento.

 e o caminhante não teme,
quando sair desta zona iluminada,
e penetrar no obscuro sertão,
pega seu boné, cintilante,
de bateria rADIante e põe na cabeça,

vai pelo mato catarolando
uma outra canção,
mesmo que nenhum outro bicho do mundo o reconheça.

Descrever com..

Para tornar-se poeta,
aos olhos do mundo,
versar versos sombreiros...
e profundos.

Descrever  o matagal a capoeira,
a ribanceira, a buracada, a pedreira,
os cipós embaraçados...

para tornar-se poeta,
ser faceiro, conquistador, falar de amor,
com certa sobriedade e zelo,
gozar das dores,
ter no coração um arqueiro,
que atira flechas certeiras
nas desamadas almas alheias.

Para tornar-se poeta, grande, grandioso
cheio de glórias,
não ouça o coração que chora,
fique só, deixe a vida ir embora,
para ver se a poesia volta e fica, mora!

Para tornar-se poeta
perca a guerra, não por vontade própria,
mas por incapacidade de lutar com seu próximo,
deite as armas, por rendição,
desarmado beija o chão...
entregue o coração,
a terra mãe,... com as próprias mãos.

esqueça a estrelas...
até mesmo vê-las, ou crê-las
pode fazer sonhar.

Para ser poeta não importa o tamanho do verso,
se cabe numa linha,
numa folha, num livro, numa biblioteca...

quem quiser se tornar um poeta,
é preciso ir direto ao coração.

a vida... asa de borboleta.

A mágica.
O mestre talhou,
sem um único fio de existência,
sem comprobação de qualquer ciência,
sem olhar de admiração ou complascência.

Largou impúbere sobre um solo adverso,
a sorte do ser. A vida tão bela,
no prazer, tão repudiava na desordem,
tão facil de consertar nas obras de arte,
nas letras dos cultistas e ocultistas...
da filosofia e da gramática
tão perfeita em  sua matemática.

Tão castigada e punida pelos mestres
da sabedoria, dos livros escritos, dos martelos malditos...
a vida, tão esfarrapada e mendiga,
tão cheia de glorias e mandingas...

de loucas e eternas fadigas..
com seus pilares e vigas,
em suas paredes ambulantes escritas
inscrições de um parentesco brutal
e um comprometimento fatal,
com tudo que por aqui se vê
com tudof que por aqui se vive.

Se há vida melhor, pode se almejar,
planejar, esbravejar, atacar com armas armadas,
com armadas armas...

Pode se cobiçar um paraiso,
de uma precisa invenção, talhado nos livros ou nas pedras,
lavrados a mão, ou a máquinas...
pode se tudo..

só nada se pode contra a dinâmica do planeta:
é onde o ser descrito
se enclausura em casulo
e põe toda sua suposta grandeza,
numa simples, frágil,
asa de borboleta!

segunda-feira, 19 de março de 2012

lembro-me

ao mar todos os passos são santos.
todo caminho reto, todo canto,
toda bruma todo manto.

Ao mar  todo ser que sonha,
encontra vestigios de seus dias,
escritos na areia...

ao mar a melodia se curva,
o olhar turva,
como se fosse sonho,
e sonho o é.

a sua lembrança
na minha mente de mulher.

sábado, 17 de março de 2012

Rosas

Uma coisa fica claro:
Certos livros são como rosário.
Não basta ler uma página,
nem um comentário,

Tem que se ler todas,
folha por folha,
contas por contas,
e repetir muitas vezes,
o inteiro terço itinerante.

Assim é Erasmus de Roterdam,
um eterno rosário
para todos os viajantes.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A loucura de uma arte.

Sempre admirei os grandes escritores,
aqueles que escrevem 500 paginas,
numeradas, encabeçadas, paragrafadas,
ordenadas, capituladas, e ainda
criam um milhão e meio de personagens,
e para cada um criam um história
e no final juntam tudo numa única gloria. Adoro.

Nunca consegui imaginar tanto trabalho,
mas pode ser fácil, assim nascem
todas as folhas nos galhos...

Embaralho e nada. Estou sempre desconectada.

No final  pensei me tornar autora:
de uma obra de arte, não esperava a tortura
de toda parte... tortura de torta...

Criei a ASA...para agir e não asir...
agentes secretos anônimos.

me bandeio com eles em todas as partes,
nunca nos encontramos
numa obra de arte.

Vou descria-los, mas não sei onde encontra-los.
Meus agentes secretos anônimos
deixam x no lugar dos nomes...

se um faz, outro desfaz,
são antônimos.
também não podem ser homônimos.

a autora.

A cidade

A cidade surge concreta
filha do amor do barro ao forno
e do pó da pedra.

A cidade tem o toque
do verde da selva
cheiro de ouro amarela.

Brilha ao sol
a sul real aquarela.

terça-feira, 13 de março de 2012

O Ser

Sendo assim
 temporão e temporário.
nascido de um jardim
e de um serpentuário.

Tem alma duvidosa,
entre o espinho e a rosa,
a lua e o sol,
segue ele, feito girassol.

É o homem.
a vida lhe aparece e some,
chama-se sua matéria,
carne, osso e artéria de soma.
e a ela se soma,
uma verdadeira soma, de outras
ofegantes somas.

Deus e o Diabo,
na disputa de sua carne,
no mal a promessa do sofrimento e inferno
no bem, da eternidade do espirito eterno.

Nele, em nós, em cada um
uma certeza incerta,
um  milhão de coisas incorretas,
que levam e trazem
a lugar algum.

O bem é simplesmente
o presente, já concedido.
o futuro e o passado
são naves pretendidas.

Deixa a vida me consumir,
com suas imensas dobras de pele,
abraçar o meu sumiço,
como se fosse possivel,
sumir e consumir
o que existe nela.

Viver é por ora
um exercicio eterno.
e mesmo que pare as horas,
não para o tempo nelas!

ora

Se trabalho até a exaustão
vou dormir num bom colchão
(não é caixão)
tenho bons sonhos,
da vida uma boa visão.

Se não trabalho
a consciência pesa,
embora a  prece seja breve
 o coro seja leve,
não há reza que se atreve
 acalmar meu coração.

E se fosse um bom trabalho
de frutos pendentes  nos galhos...
de visivel riqueza,
talvez  fizesse sentido...

mas não é,
se não um arremeço
do meu grande apreço
das pequenas coisas da vida.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Privacidade

Privo-me da cidade,
das ruas estreitas e sem saida.
Para o sol e a  lua...
na eternidade...

Corredor de luzes falsas, pálidas e noturnas,
sonambulas criaturas pelo universo,
que não tem rima, nem sina,
de verso, de inverso, de reverso,


a vejo sumir escondida,
sua vaidade nua... sua vaidade lua
enlaçada, aos abraços
com arranha céus...
 lua ao leo pelo céu,
sem veu perdida.

Privo-me da janela
e das estrelas, satélites invejosos
 nos olham! O que procuram? Vê-las...?
além dos olhos...!

A casa - sem asa e sem parreira
quer fugir para o meio da floresta...
onde a bica da água molha o jardim..
.e o beijo não tem pressa
e nem fim....

Mas o que me resta...
para alguns a festa, para outras a réstia...
é te querer bem...
voas sobre a imensidão deste céu sem dono
e pousa na janela, olhar a sala,
no abandono.
do dono dela.

conchasdomar

quarta-feira, 7 de março de 2012

Dom Pedro II - um português de coração brasileiro

Dom Pedro II percorreu uma boa trilha dentro do Paraná imperial que
foi de Paranaguá até a  cidade e região da Lapa, passando por Curitiba, Campo Largo, Ponta Grossa e assim por diante... O Paraná tem
 o traçado geográfico, um traçado social e economico   nascido da memória deste grande homem, muito
mais brasileiro  que muitos brasileiros  o são ainda hoje, com toda riqueza
e toda tecnologia... o Paraná é um celeiro concebido por este grande
politico brasileiro que chamo... de Pedro, o Português.

Assim fica aqui registrado e sugerido a recriação turistíca do caminho
histórico percorrido por Dom Pedro II  e sua comitiva... bem como o que
resta de sua história,  restaurada e preservada. O Paraná tem esta dívida
de honra para com todos os Paranaenses, os brasileiros e o mundo.

Pensar que Dom Pedro II cruzou a serra do mar, e os vales de vila velha,   l880, aproximadamente,  além de Imperador, era bravo e forte...

sexta-feira, 2 de março de 2012

Boi Barroso... lenda

quinta-feira, 1 de março de 2012

seus beijos

são feitos da chuva,
com cetim da pele das nuvens...

se não bastante a beleza,
são de açucareza,
na lingua de quem os beija.
na lingua de quem os suga.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

meio flor bela

Um lado meio mudez
outro meio  flor bela,
de tamanha timidez,
a dor se esconde nela.

o coração reage,
forja felicidade
bate feito beija flor
vazia a rua da cidade.

levaram seu jardim,
a  dourada flor do  bronze 
deixaram nela e mim,
redemoinho de saudade.

e a mudez de uma flor ex
bela, típica de uma flor desfolhada,
vai dançando ao vento, com a chuva,
alegremente pela estrada.

vai encontrando o abrigo,
com tudo aquilo que leva a enxurrada.

O politico e a internet

O politico e a internet

de manhã
desconfiado da mão
olhou no espelho.
Faz tempo que a mão não alisava o cabelo.

Com o negócio da internet
ninguém mais quer ser feio.
por mais que o belo seja alheio
todo mundo vai para o espelho.

A mão amiga que se arrume
pode ser hora da briga, pode ser hora do lume,
agora tem internet...
sorte de quem tem bons costumes...

quem não tem vai aprender,
porque tudo agora está na tela,
se a tinta não for a boa
vai desbotar a aquarela.

Assim como
o cabelo de sansão,
o cabelo de dalila,
o cabelo de jesebel,
O cabelo de Vanderlea

O cabelo de Elvis,
de Einstein, de Lennon,
Jackson, de Chaplin...
de Sofia Loren, Lady Di,

O cabelo de Jesus,
de madalena, de Teresa de Calcutá
todos os cabelos
tem que se arrumar!

porque sua foto pode ficar!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Juramento

Juras mentir se preciso for,
em tribuna popular ou oficial
que teu culpado é inocente...

Por que se o defendes...
terá que faze-lo por uma crença
tal qual verdade em mente.

- Não é isto que jurei no meu passado,
sob o chicote da cassação do papel mandato...
jurei dizer a verdade, nada menos, nada mais que a verdade -

Se queres defender alguém
o faça com suprema boa vontade.

Deus, na sua infinita sabedoria,
Criou o Diabo e o inferno para ombrar o mal do mundo,
deixando mais ou menos livres
os homens mais rasos, os homens mais  fundos...

ostenta o mal da carne,
o fruto da árvore que ninguém sabe
de onde veio a semente
mas Deus, o grande Esteio...
na sua unipotente presença...
igualou-o aos bichos,
no sangue, na dor e nas veias...
e se não bastasse isso
o desfaz assim como o desfez
agora e em muitas outras vezes...
de qualquer mal
que o rodeie, que o serpenteie!

Se queres defender alguém,
sorria e saiba
que o mal é um teia
que talvez nos julgados, condenados e executados
não caiba!

Talvez haja muitos e muitos mais culpados
e muitos tantos inocentes.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Consequência

Quase nada é ciência
a literatura é feita
de quem a atura.

se está na mente
está na existência.

Lá no começo, bem no comecinho
literava sobre lagos e tesouros,
de amantes e panelas de ouro.

Tesouros
panelas de ouro,
cinturão de sansão,
todo feito em couro de leão,
capturado a mão...

de tudo isto vem a consequência
de literar não se fica rico.
ler que é bom, nem sei,
uma vez escrito, pode virar lei.
nem tudo ou nada fica.

Vem os caçadores da arca perdida,
ali babá e os samurais.

onde está o tesouro
a nossa grande aventura recomeça de novo.
Sonhamos e o sonho é muitissimo justo:
todos sonhasm
todos sonham juntos.

se eu soubesse onde está o tesouro,
estava comigo.
Pego tudo, até o besouro de ouro.
o arco íris...
a arca perdida
o navil afundado cheio de lata do egito...
e eu  brigava até com o caolho do pirata....
por causa disto.

E a tal terra prometida,
infinita e generosa em suas dádivas...
sem suor e sem lágrimas...
seria minha fazenda,
com rios forrados de diamante,
e areias brilhantes 

e indios e indias pelados  por toda parte,
para enfeitar a natureza
e lembrar que o corpo nú
pode não ser o templo do pecado...

quero reconstruir a arte de brincar,
meu tempo de criança passou rápido demais,
se quer brincar comigo,
entre na roda,
tem lugar para todos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A história...

É ságrada.
Seu templo,
infinito tempo e asas.


A história, suas montanhas empilhadas de folhas,
mortas... vive, respira e sonha livres e  livros...
portas e portas abertas...
aclives e declives,
de homens, desalmados e hmens poetas.


Entre tantos a biblia
uma história do homem, de homens,
psique ativa,
de vida e de sonhos...


Que revela mais que Deus, mais o que o ceu,
seus mandamentos, juramentos
revela a mente e o pensamento
do homem da época.


A história é sagrada é o templo
da quimera humana,
onde se molda, se pesa, se julga
o que se perde o que se ganha,
no transcorrer do tempo,
na vida dos homens...
no existir do tempo espaço,
a história abraça todas as peregrinações
todos os passos, verdadeiros ou falsos,
que damos, que empurramos, que
evitamanos, que negamos...

A história é o livro transparente
de todas as revelações
escrito por nós mesmos,
com nossas mais nobres verdades
e mentiras,
na soberania da existência. 


Devoto-me a tua história,
porque sei que é tua vida.
 

Agradecimento

As crianças de Antonina Paraná
que transformaram a  avenida  Carlos Gomes
em uma das passarelas mais lindas do Brasil neste carnaval
agradecem muito especialmente
a tv Educativa do Estado do Paraná,
pela presença em seus eventos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Proposta

2012 começa com inesperada, irresistivel proposta....

como é facil  e seguro ficar  no berço,
da terra mãe da boa palavra,
que se entenda aos avessos. ..
trabalho árduo que aqui se lavra...

Porque toda terra é um berço
e toda vida é uma clava!

agora me acordo em acordo,
de um pássaro que fez asa de suas penas.
o primeiro voou talvez em cena.

no pomar das  boas  frutas
eva as conta  as leva no cesto
a chama entretanto, as lutas,
que  do paraiso a expulsa cedo.

andar o mundo como se fosse  circo
bailarina da corda banda e dos aplausos...
a pedir dos olhos do povo o riso...
que os lavem as próprias lágrimas.

Eu vou pelo sertão do Brasil,
cantar olhares e risos,
enfeitar os dias da boa vontade
com crianças alegres e felizes.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A inteligencia virtual

Ele tinha privilégio
de ser inteligente como pouca gente era...

mas só de pensar em operar uma máquina
plantadora de prédios pelos campos urbanos
sua mente se degenera...

E de fazer a máquina com uma concha
que levanta toneladas de pedras...
tudo nele se destempera.

Fazer uma televisão, um carro, um navio
uma bicicleta, um escambal qualquer
o feijão floresce, cresce , seca e nasce de novo,
ele ainda está pensando... pensando no ovo!

Sem um treco de nada,
sinceramente nem tinha estrada, só um carrero
o mesmo das vacas do vizinho do lado.

Precisava de dinheiro porque sonhos tinha muitos,
se pudesse juntar todos juntos...
tinha sonho para o mundo inteiro.

Pensando pensando tomou uma decisão
Ora cada cabeça deve ter seu pensamento,
já que todas tem  cabelos.

Pegou um saco bem grande
e catou várias pedras grandes, médias,
e pequenas... todas iguais na aparencia e na essencia.
e saiu arrastando.

Como era um sujeito de mãos e bolsos vazios
era também motivo de gozação,
mas agora a gente estava curiosa
O que tem naquele saco
do cara que só tinha prosa!

O que tem ai... o que leva, o que encontrou...
Pedra, descansou o saco no chão.
Estava com a boca bem amarrada.

A dele também, amarrada de propósito.

Que tipo...indagou...
- preciosa!
Predras preciosas deste tamanho, estais louco!
apalpou o saco no chão,  o curioso.

Deixe-me ver...
- NãO. Agora vou indo embora, estou com pressa,
não espalhe
que tenho este saco cheio de pedras preciosas...
Não quero repartir
Tem mais lá quem quisar que vá catar!

Dá aqui  João Bobo quero ver seu saco...
lá dentro. Abra logo... se não eu rasgo com a faca.

Com má vontade João abriu o saco
Aquelas pedras cinzas, opacas, densas
daquelas que a gente não pisa mas tropeça!
e que formam montanhas e mais montanhas de pedras...

Que diabo é isto. Vã carregar todo este peso
achando que são preciosas...
Bobo sim, mas não seja louco, também!

O Curioso foi rolando as pedras fora do saco,
todas, tinha muitas... com certa piedade nos olhos,
e maldade explicita no riso
ela falava....

Quer esta riqueza para ti, João,
pegue a montanha inteira... não leve só as pedrinhas...
Olha lá a montanha é toda de pedra
iguaizinhas a estas...e toda sua.

Não, eu quero estas, são minhas pedras.
Irritado, João foi botando as pedras de novo no saco.
amarrou a boca e foi indo embora,
O curioso ria às gargalhadas...

João dava as costas
às pedradas...pesadas, comuns, iguais...
mas eram as suas escolhidas,
isto não é da conta de ninguém
pensou ele.

Seguiu seu caminho...

Somos uma indagação

Viver é amar
e cada amor, parece sempre ser o primeiro,
tão cheio de mistério e de ilusão.

Viver é novidade,
por mais que se vive ninguém sabe o dia de amanhã.

A infinita terra, mãe desta ilha,
com seus Deuses imortais nos apartou por tempo finito
ou por nunca mais...

Segredou os ancestrais
habitantes das estrelas...

indagar o que somos,
se somos frutos da terra
a terra esta ilha cósmica pertence a outra estação,
e a semente e a mão
que a semeou...
o ou plano da criação, que se criou, quem o criou...

A terra infinita teve mais esta filha,
uma ilha bonita,
perdida no espaço da vida.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O silencio

Lenço que é lenço
não chora,
acena e vai embora.

Jair Rodrigues

Vestido de festa

O evento movimentou a semana
O primeiro do mes, o primeiro do ano.

Sou eu que vou a frutaria,
conversar com as maças  e as uvas,
nas lotéricas espicho as fileiras,
dos devedores e das lutas.

Nos ônibus lotados, suados
e todo tipo de pessoa sonhadora.

Trago feito formiga,
minha comida... que seja generosa a árvore da vida.

minha conta

Crédito de tempo.
Vou devagar, contra o vento.

riqueza de pensamento.

No banco os dados
de uma boa jogadora.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que você vai ser quando crerscer...

"Deixai-me vos em paz para ser menino...
Entre as demandas simples do choro e do  riso"

Não lamente o meu verso sincero de crença
não aponte o dedo para o meu caminho
dele sabem meus pés e minha cabeça.

Não me torture com os seus medos.
não me revele os seus segredos.
Deixe por favor a vida ser nova,
já que nasci assim com a força
de poder crescer de novo.

Deixe todos os fantasmas lá fora,
não use seu conta gotas para sanar minhas dores,


Só vivo o que sinto,
e sinto que estou vivo.

e isto me basta para exercer os meus dias.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

as surpresas continuam e se pudesse medir. Contava.

é no passado que o presente
reafirma sua eternidade.
Pode ser a lua
que chega mais perto,
pode ser o sol que não dorme.
pode ser o coração desperto,


mas tem sempre algo novo
no ar. Respiro este elemento fora da tabela.

Olhos estranhos calados,
presos num tempo, enlaçados no templo
de uma outra fachada...

Agora José,
será a hora de fechar a janela...
se a lua e estrelas começam aparecer...
só por seu medo de anoitecer...

!!! deixemos a vida ser ...
tudo que é...só assim se pode ser
o que se é sem temer... o que
não sé é!





enlaçados no templo de uma outra fachada.



Cada instante da vida
é uma surpresa incontida,
naquele bem que a tudo domina
que prolifera, que regenera
a esperança perdida...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

a polemica do fim do mundo

 Oh, morte,
distraída...
quando chegares...
já terei vivido toda a  minha vida!

Não posso afirmar com certeza absoluta,
nem mesmo relativa, ou qualquer certeza
Nem com a certeza dos loucos.

mas penso que o mundo já queimou
dois terços do seu longo e fumacento  pavio.

tanto em reza, tanto em oleo, tanto em fogo.

Não falo do mundinho
aquele rai mundo...pequenino
que também sonhou  ser grande...
Falo do meu. Cuja lamparina
de fogo e fumaça meus olhos ardeu!
e nunca clareou mais
que umas pitadas de frias  lâmpadas.

Então se o Sol se apaga
as plantas são pantanos negros...
se houvesse água que afaga
os olho tristes s verdes...
A água também seca
seca na lingua e no coração.
a mina mingua,
minguam os trabalhos das mãos.
Minguam os passos e os pés no chão.

O mundo parece condenado
será   o trabalho da vida um trabalho  vão...
 você só quer ver a condenação...
não quer saber da redenção...!!!!

Você  pensa, cre, acha, deduz
que a pequena chama de luz
se apagará por causa de algum vento...

nada se pode fazer,
o mundo se acabará, não conte o tempo
com os dedos da mão...
nem mesmo com pulso do coração.



Lembre-se ninguém verá o fim do mundo

porque antes do fim do mundo se morre

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Poemar como antigamente

Pó é mar!
e parte das estrelas
tecem  a vida na sua banheira viva.

Compor palavras poéticas e textos
sem medida nem peso.

Julgado livre o dom da poesia,
mesmo que doa, dói
a quem escreve e deve
este dom proclamar.

A exemplo dos santos antigos,
dos errantes itinerantes
dos delirantes sem depois e sem antes,

escrever é oracular...
de orar... uma reza estranha
que vem de alguma entranha bem desconhecida
que de um jeito ou outro
louva a vida...

Os artistas que agora escrevem na internet,
inspirados talvez por almas boas
de escritores e oradores,
do tempo das cavernas, das pedras e das areias...

topam com um grande desafio
A internet é um mar,
onde se navega... terras e aguas,
salgadas e doces rios...

O artista da internet é peregrino do mundo
ainda não tem os direitos de suas obras originais resguardados por lei...
Ah... existe lei para tudo

 a internet é um espaço bastante comunitário,
mas dominado por poucos e muito pouco
 conhece  a corda da sua vida...

O artista se consola... aproveita e escreve tudo agora,
amanhã, talvez nada sobre,
as grandes ondas levam tudo embora.

Nunca que eu me lembre houve
na terra um momento tão especial para a arte
como este...

Refiro-me á uma arte muito antiga,
que é atributo dos povos, inclusive,
de todos os povos do mundo,
de toda forma de pessoa...

sem o contrato, o trato, o distrato
do que é perfeito, apenas
aquilo que bate forte no peito.

Priscila brasiliana

Brasiliana nativa
da terra goiana
mineira de berço,
de abraço cigano.



bailarina do direito
de passos perfeitos
e olhar puritano

Riso convicto
nos olhos invictos
do mal dos humanos.

Menina sonhadora,
viajante do tempo
em seu templo
de musa inspiradora.

com o carinho de quem ama
compartilha o riso
e o sorriso com quem te encontra
com quem te procura.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O heroismo

Todos nascem para ser herói:
mas alguns se juntam se rejuntam e se constroi...
há outros que apenas  se rói!

enquanto os revoltados praticam o crime e se destroem
outros se tornam divinos
e jubilam o mal social como grande bem feitor
de suas sinas...

Mas o crime social
do pobre contra o rico é barbaro
porque ninguém precisa do pretexto da riqueza
para ser digno ou indigno
 Do rico contra o pobre,
é nobre. São sábios
que conhecem  a fraqueza de sua tribo.

O resultado matemático é uma filosofia ignobil.
e que agride as retinas e o coração
daqueles que olham, que não passam
que vivem no mesmo paço,
no mesmo terraço, no mesmo jardim
paradisíaco, ILIACO,
do sustento da vida.

Por que será
que a justiça social, não a justiça criminal é tão arrogante
que não se envergonha do mal.



É da minha indole sonhar
com um mundo mais justo...
 E é até sem falar na justiça,
que tem a indole  de punir
por força e paradigma indescutível,
falo apenas pela beleza dos olhos
de quem vê...a vida como um
um dom de grandeza  indescrível
que vale a pena,
não as penas apenas,
vale as asas e o voo
de quem vive.





Eu bem sei
que a certeza da morte e da pouca sorte
nos faz pequenos...
e esta vingança
é critica por que está além da vista.

Se somos mortais
meros  e homeros em sonhos,
somos medonhos.

Não sei por que muitos  homens em vida pequenos,
 amaram seu próximo,
ao extremo e se tornaram grandes e imortais.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Explore-se

Explore-se
não deixe o seu tesouro enterrado
ainda que chiore
explorar-se não é pecado.

Há de fato lum tesouro escondido
que não seja ouro
nem arco iris colorido...



é o tesouro de si mesmo,
que há tanto tempo está perdido.

Esta é a arca não do noel,
nem a fábrica, nem a fábula
mal explicada e mal entendida.

É o presente,
o tempo dado da sua vida.

trabajadores

Hay una campaña contra el sol
porque el sol provoca cáncer de piel ...
con las personas que van a la playa
no existe una campaña contra el sol,
acerca de las personas que trabajan ...

durante todo el día, deibaixo el sol abrasador ...

  la piel de los trabajadores
especialmente aquellos que trabajan en la construcción
de sol a sol en Brasil
No merecen también especial cuidado ...

¿Por qué no hace campaña junto a las empresas
  para que los empleadores distribuyen grandes sombreros de paja
para su uso en el trabajo, en los días de sol brillante ...

Sí. .. los trabajadores se merecen y necesitan toda
cuidados especiales, tales como salud, alimentación, confort,
seguridad y respeto.

Erasmus de Roterdam

Não estudei sua obra como devia,
como merece,
esta pétala eterna que o tempo não envelhece.

dos gregos a luz antiga...
de qualquer sabio homem vivente,
trazes para a roda a cantiga
da idade mais terna da gente.

E na roda da vida,
o tempo nunca se esvai...
a criança sem saida
no seu eterno vem e vai


encontra Erasmo que recolhe
da filosofia  ancestral...
a ostra mãe que acolhe
a pérola filha das águas do mar.

Palavras a Juscelino Kubitschek de Oliveira - Um brasileiro do mundo

Juscelino fez surgir a moderna Brasilia,
 um diamantado céu de Goias a acolheu
seu povo também sonhou com ele
célebre capital de um Brasil brasileiro seu.

Espaço momumento de sua mente.

lindos terraços recortados pelo paranoá,
intima presença das águas nos paredões
ninhou  Brasilia, lambeu-lhe as mãos e as flores
Ostentou os sonhos de muitos trabalhadores.

Kloster de sonhos e realidade
umbral de um povo, de uma terra sem igual
baluarte de sorriso longo  e abraço largo
impecável brasileiro, heroi amordaçado!

Tatuado na terra do chão de Goias,
saleado em sol natural dorme-lhe a vida
celebrado na voz de seu fiel  zelador
honrarias ao heroi, jamais esquecidas!

Espaço Brasilia  luz  terra, água e ar
kalb de um povo que ama a vida
De força aos sonhos, de luta de paz
elevar da terra o fruto concreto e destemido

Orbitar o chão, respirar o ar luminoso
laminar o pão dos dias, sem previa morte,
ingressar a mata, regressar a salvo,
vertentes rios de medo e má sorte.

esmerado espírito, destemida mão
ímpeto da construção de médico curador
radiante, adiante, seu batalhão
 astro mastro mestre de uma nação.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Curitiba a cidade primavera

Curitiba uma cidade moderna:
com seus gitantes retângulos verticais
com ceramica internas
e cristais de mármore nas fachadas sociais.

Resplandece nas matinais ensolaradas.

Suas largas janelas abertas ao sol 
combinam com a brusca resbuscada neblina
e seu arsenal de guarda chuvas negros
e fantásticas coloridas sombrinhas.

Seu passo largo vai veloz do verão ao outono,
embruscadas nuvens bordam o céu de preto e branco,
como se fosse uma pintura de milhões de anos...
se cobre e se recobre de um cinzento manto.

O vento e  a chuva na rua das flores
embalam as pequeninas pétalas de cores...
é uma natureza de rara especie
a Curitiba de  seus muitos amores.

E as águas levam o tempo para o inverno,
o grande mestre da renovação leva as folhas soltas
e lhes desfia o peciolo morto...

vem outra era, a Curitiba resplandecente
de sua eterna primavera.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Procura

Penso em publicar um  livro
algumas páginas brancas,
outras coloridas.

verdades e mentiras.
lendas da vida.

Sobre indios
cavernas e estórias
quebrar uma mentira e uma verdade
que nunca foram quebradas até agora.

Reparo no que está escrito nos livros, nos momumentos,
 nos ossos deixados lá fora,
nada entretanto aqui dentro...

As coisas mais preciosas,
ate então são as preciosas...
ha outras escondidas,
entre o cravo e a rosa...

Quero mudar algo
um hábito do esquecimento
e do desconhecido...

Onde estará o ouro
que nunca foi encontrado e nem nunca foi perdido...!!!

E por falar em ouro
que valor teria o primeiro tesouro
que ouro não seria...

Não confunda, não misture
a minha falsa literatura
com a sua história pura...

são coisas diferentes,
a maldade do esquecimento
nos torna a todos  sem referencia.

Estou com vontade de publicar um livro...
com uma estória bem anacronica
que talvez nunca tenha sido lida.

Raul Seixas - tente outra vez

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fácil prefacio

Admito
As estrelas são mentiras
que me inspiram.
Valem tesouros...
Os besouros de ouro... a voar, voar, voar.
São inquebrantáveis alusões,
ilusões, do que é bom e bonito...
ainda que seja
um vão de hidrogenio
incandescente e aflito.

Alem das lutas
Te conheço, hospicio
e o silencio das almas
que tu sepultas
a avulsa luz e a desdita.

Toda riqueza é sonho,
a pilha de livros e dna
que componho e decomponho.

Ao amor peço perdão
a liberdade me chama...
entretanto tudo não passa
da monótona lama.

Quisera ficar aninhada ao Zé
nunca mais distante
do que a grandeza dos seus braços 
nem  um único passo de pé!

mas a força  este grito,
que vem de um desconhecido espirito...
que nasce, me nasce
quanto a pó, lama bendita e finita
mantem cativa minha vida.

E todo amor, amor profano e tirano,
me veste com seus trapos de pano,
feitos de enganos... sobre humanos.

Gosto adoro a graça garça sobre o mar,
ninguém jamais viu sua verdade
só suas penas a solfejar
o silencio dos seus dias, absortos no ar.

Pablo e Joanita