Meio poetisa da lua
meio sombreada,
meio enluarada
mesmo sem lua.
igualmente
poetisa da rua
meio dormida
meio acordada.
meio poetisa do céu
anjos alados
sem pecado
céu abandonado.
sou poetisa do tempo
do advento do amor
sopro pra longe a ventania
da tristeza e da dor.
Lavro e palavro
meus arredores cinzentos
dou-lhes o claro
da luz do meu pensamento.
Nada me veste
nada me reveste
do que sou,
A nudez da minha alma
é a mesma do meu amor.
sou meio poetisa
meio solbrilhada
meio lua orvalhada,
que agora brinca com Deus
até às gargalhadas
Que abriu mão das tristezas
que um dia me fez
Luz apagada.
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