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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Espiritualista

 

Sou espiritualista:
Tem gente budista, ateu, evangélico,
católico romano, carismático,
espírita... luteranos... filhos de Jesus.
de todos os tempo em todos os tempo,
a religião pretende Deus.

O primeiro espírito do qual ouvi falar era
O Espirito Santo...
que anunciou Jesus filho de Deus ...

Nada entendia sobre isto,
uma vez que estas "pessoas citadas" era
personagens de um livro muito famoso,
e muito diferente de mim e meus amigos
de escola e de infância....
e estas personagens habitavam os céus...
o primeiro livro que  conheci...foi  a Biblia.

Eu estava acostumada a conhecer somente
pessoas vivas que habitavam
a pequena localidade onde eu era criança...

O que dizer destas coisas até hoje não sei,
Não tinha na minha mente
a ideia de vidas extra terrenas, ou vidas celestes,
também nunca questionei sobre o céu,

Mas a outra parte, dita muito quente,  administrada
pelos mal feitores também não me preocupava
até mesmo porque ambas estavam descritas no mesmo livro
e quem nos falava do bem igualmente nos falava do mal...

Pelos discursos religiosos 
e pelo que entendi na infância
se alguém matava um passarinho,
podia ir parar no inferno,

isto era uma grande maldade...
portanto eu tinha meus pássaros 
e os vigiava, inclusive á noite
para que nada  ruim acontece  com eles...

acontecia acidentes com os pássaros,
às vezes morriam... o gato os matava e os  comia,
O gatinho era sempre muito lindo,
mas muito perigoso para os filhotes.

os ovinhos se quebravam e como explicar
isto para Deus sem que ele se enfurece
e se vingasse... o dilema era profundo...
porque a maldade sempre aparecia,
pelo menos na consciência...

Quando pude escolher escolhi ser espiritualista,
por causa do Espírito Santo,
Santo talvez não cometesse erros.

Com o tempo fui aprendendo que os santos
sofriam muito antes de ser Santos...
E até hoje me impressiona o martírio ao qual
foram submetidos antes de conquistarem a santidade,
e eu nem sei se este título
vale para toda a eternidade.


Onde quero chegar...

preciso declarar que sou sim, sempre fui
uma espiritualista partindo do principio
de que o espirito está sempre vivo!

discurso do rei

 


O discurso do rei...era péssimo
Ele  tremia,
desde a língua
até as pernas.
do primeiro ao décimo centésimo milésimo
de todos os seus vocábulos...
nem nos estábulos
se era tão difícil entender
uma linguagem...do cavalo
especialmente daquela linhagem.


tinha a palavra manca,
embora fosse monarca de família  real,
o ar não sai  atropela e  espanca,
suas cordas   vocais.

E quando o rei precisa mentir...
 mente ou não mente
Porque é rei cala-se,
no entanto rei que  faz discurso

precisa da falar e dizer o que...
Não falo, não falo, não falo...
Rei frouxo com a garganta cheia de calo!

Discursar
é uma ciência arte horrível,
onde a palavra é crível
e devora os atos.

As lembranças de que 
eles podem estar ouvindo
e concordar apenas porque o rei é rei
e pode estar mentindo...

e o rei pode mentir porque é rei,
tem que mentir...
porque se o rei falar verdade, 
pode deixar de ser rei.

e alguns ig-natos
(a primeira palavra  é apenas
20 por cento do seu original.

descobriram como usar a palavra 
para dominar, sem chicote,
 sem canhão e sem missil.
 
 é como fazer da arte 
 do discurso uma mágica
que faça dormir, depois faça morrer,
e depois faça servir...!

Pois o rei tinha mais medo da palavra
do que da perdição do mundo...
E se pudesse e bem que tentou
nada dizer, fingindo que
engolia a própria palavra
que já tinha mastigado na boca...

O faria... o fez tantas vezes...
mas rei que é rei 
não renuncia as suas reses.

discurso

 Discurso de Ladrão

Mãos para cima,
passe a grana, mano!


Discurso de Policia
Mãos para cima
pernas abertas,
deita no chão...

antes de cair morto!

Discurso de religioso:
Prepare-se
para ir para o céu...
250 mil leis para cumprir
com trezentos milhoes de anos  de servidão
ao mal!

Discurso de camelô,
vender não é crime, vendo e não nego,
tu compras tudo que é porcaria
que carrego!

Discurso de justiceiro
a lingua é muda,
o dedo é pistoleiro!

Discurso de político
vota em mim, uma vez
 te enganarei a vida inteira
tudo gira gira muda,
nada muda,
tudo volta em mim.

Discurso de médico.
É grave. Tem tratamento,
tem pagamento.
Tem cura temporária.


Discurso da vidente
se não me engano é um menino!
mas talvez seja menina,
se não for menina
é um menino com certeza.


Discurso de sogra:
Esta não serve!

Sendo assim, quase sou gago,
farei discurso em dois minutos,
todo mundo em decúbito
faz bem pra relaxar os músculos.

Emprego

Gostaria de arrumar um emprego:
escrever 4 horas todo dia,
ganhar por sílabas escritas...

pagar minhas contas
e comprar minhas ninharias.
O resto do tempo...

gostaria de arrumar um amor,
para gastar toda minha fortuna
(aquela que eu ganharia)!
com  esse meu invento

falar de amor

 Gosto de falar do amor...

do amor em todas as suas formas
entendo que amar seja
basicamente cuidar, 
querer bem e  assistir
com a presença e com os sentimentos
as pessoas amadas.

A paixão também carece destas virtudes,
até mesmo mais que outras formas
de amor mais estáveis...
e mais elevadas

não posso no entanto ignorar
que amor também pode ser amargo,
triste e alguns casos
nem trazer o mínimo necessário.


pode decepcionar tanto
que se vai ao médico, ao psicólogo,
ao terapeuta... ao psicanalista
e enfim uma verdadeira romaria

de profissionais para se esquecer
alguém, para se esquecer
das lembranças de um amor
mal sucedido, ruim.

Não há como evitar o sofrimento,
a desilusão, o desafeto, é até
em alguns casos, não raros, a guerra
entre pessoas que juram que
se amam...!... Tudo faz parte
da vida...


Se você amou errado... uma duas três
n vezes... não desista...
porque o amor em si mesmo,
na sua essência é o grande bem
da humanidade e por mais
que possa ser mal interpretado,
 mal adquirido...e mal usado...

é como água só mata a sede,
quando é o mais puro possível...
é a pureza é um elemento que
pode sempre existir em qualquer coração.

o brilho

 Estrelas não carecem 

de polimento:

quando não estão brilhando,
estão guardadas 
nos olhos do firmamento!

domingo, 11 de maio de 2025

a mãe

 Tantas são as mães meninas

que choravam por suas bonecas

agora já choram por seus filhos.


E mãe chora a toa,

doa ou não, 

as lágrimas lhe voam


não é sim, sim é não

filhos lhes ocupa a juventude,

e toda a vida no grude.


o filho  é dela

a filha também o é.

enche de carinho

os caminhos dos seus filhinhos


mãe é como enxame

trabalha feito abelha,

como flores, cheira

dá mel na boquinha

de quem lhe pentelha.





amor eterno

Me veja 
me espreita,

me estreita
no teu esquerdo

Choro
a ausência dos teus olhos,
que oro, adoro.
só por adorar

me procura
me cura 
este penar.

Ainda que não seja,
amor eterno,
será sincero
meu pra sempre te amar.



O rio

 Sou o rio que passa,

Viajo mas estou sempre no mesmo lugar

Os meus olhos de água

também te veem passar.


As mesmas árvores,

Os mesmos pássaros

As mesmas sombras o mesmo sol

os mesmos sonhos me dá este lugar.


O amor se senta  à margem deste tempo

abrigado no coração como sempre cantará

Porque ele vem novo, como sempre virá

embalar a alma do meu eterno sonhar.

Doctor Fedor II, un cuento largo que vale la pena leer.

Fedor caminaba por la orilla del lago.

Pitricha estaba aún más leve por la enfermedad.

Enroscada en el cuello de su marido,

ella apoyaba sus ojos en los girasoles

y silenciosamente se despedía del paisaje

que era su mundo.


Fedor se sentó a la orilla del lago,

con ella en los brazos, mojó los pies

y riendo dijo: vamos a entrar...

Él estaba tranquilo, ella transparente y dolorida.

Entraron al lago,


Pitricha en sus brazos.

Él la soltó lentamente en el agua,

ya habían hecho esto muchas otras veces.

Ella no tenía miedo. Jugaron un poco.

La mente de él y de ella estaba alucinada.

¿Podría la muerte ser un juego

entre personas que se amaban tanto...


bueno, él seguía viendo la luz titilante de sus ojos.

Y de manera inesperada decidió ahogarla.

Introdujo la mano en su cabeza

y la forzó hacia el agua. Aguas cristalinas

y transparentes, ella no reaccionó...


Fedor la veía beber tanta agua

como si fuera un pez muerto de sed...


En esos largos segundos,

el lago se revolvió y lanzó

sobre el pequeño y débil cuerpo de Pitricha

una fuerza sobrenatural.

Brazos y piernas se agitaron velozmente

y las aguas giraban por el aire

, él luchaba cada vez más para ahogarla

y ella se debatía aterrorizadamente


Después de la lucha en vano,

él tomó a Pitricha de vuelta a su pecho.

No estaba muerta. Pero casi. Casi muero, dijo ella...

Lo sé, querida, le respondió él.

Bebiste mucha agua... Te asustaste...

mantente tranquila.

Solo estaba lavando tu cabello.

Tuve dificultad para salvarte.


Estabas cansada.

Él, mucho más callado que antes,

la sacó del agua.

Ella se aferró a su cuello

como si él fuera su propia vida.

Hicieron el camino de regreso a casa.


Cuando ella pasó por los girasoles,

observó que habían cambiado de lado.

Miraban hacia casa.

Un girasol a la derecha, otro a la izquierda...

lo veían todo, nada más.

Al día siguiente, ella no lloró, no gritó.

Y el hedor quería olvidar el lago.


No quería compartir su dolor.

El dolor siempre vuelve,

su dominio es amplio ilimitado.

Si ella volvió a sufrir

él volvióa enloquecer.

Hizo todo de nuevo,

tomó a Pitricha en sus brazos

llevóla al lago y trató de ahogarla.

Todo igual, no lo logró,

volvió con ella enlos brazos a casa

.la misma hoja fría por el rostro

.La naturaleza obserbava todo,

pero no interfiere

.El lago confabula con la vida

y cada vez se revuelve más

.Pitricha siempre bebía mucha agua,

parece que bebía el propio lago.


Dentro de este irreal ritual,

ella fue haciendo silencio de su dolor

.su jaula era sagrada y tenía un nivel muy elevado

entre los Dioses y los seres humanos.

cualesqueira otros seres.

Nadie necesita ser humilde o arrogante para sufrir.

..Esto no le interesa nada al dolor.

Su imperio es aterrador.

Fedor tenía, pues, una sagrada anti-misión:

Aliviar el sufrimiento de su amada,

regalo tan valioso que la vida le había dado

pero que quería de vuelta


Así que cuando su amada comenzó a llorar,

él se alejó. Fue al campo.

Ella era tan pequeña

que tantas veces desaparecía entre las sábanas sobre la cama

. Él, Fedor, sabía que en el lago no podría ahogarla;

buscar en los campos un potente veneno

capaz de aliviar su sufrimiento era su intención.


No encontró nada en lo que confiar para tal misión,

volvió a casa con los más deliciosos frutos de la estación.

¿Sería demasiado cruel ayudar a alguien a quien tanto se ama, a morir...?

Nunca pensó en esto. Entró en la habitación

y miró el montón de sábanas,

confundido, no vio a Pitricha.

No estaba en la cama ni en la habitación:

¿dónde estaría...? El corazón de Fedor se disparó:

Ella fue al lago a morir sola.


Corrió hacia el camino

y vio los girasoles mirando hacia el lago...

Pitricha estaría allí. Sin sorpresa,

realmente estaba allí,

dentro del agua. Querido, no pude,

bebí otro balde de agua y no me lavé el cabello.


El sentimiento de los dos era transparente,

siempre y mucho más en aquel lago.

Él entró al agua y la llevó en brazos, la llevó a casa.

Comieron los frutos, intercambiaron caricias,

hicieron promesas. Él perdonó su pequeña y cruel traición:

Querida, déjame ayudarte a lavar el cabello.

Sonrieron, eran cómplices...

la luz de sus ojos parecía más brillante y más firme.

Al día siguiente, ella empezó a caminar por la casa

y a preocuparse por el desorden

y por todo lo que sucedía afuera.


Al siguiente día pidió ir al lago caminando a su lado.

Si no podía, iría en sus brazos, agarrada a su cuello.

Dentro del lago, siempre había muchos momentos

de felicidad, ella olvidaba sus dolores y él también.


Él repitió el mismo gesto:

sumergió su cabeza en el agua.

Ella bebía agua como un pez, muerto de sed.

Fedor gritó un trueno:

Pitricha te estás curando y son las aguas del lago

que te están salvando...

Estas mismas aguas que bebes hasta casi ahogarte...casi.


Así, inmersos en las alegrías de la vida.

ellos bebieron muchas aguas

por todos los poros del cuerpo y el alma

.y repetidamente en el lago, ella se fortalecía

y se embellecía cada vez más.

Tan mágico el momento,

ellos se hicieron más lindos y fuertes,

tuvieron hijos y ambos vencieron sus dolores.


Él no pensaba ser médico.

No podía pensar en esto.

El lago era su santuario,

una verdadera y profunda iglesia

construida en un agujero de tierra,

por las manos de un hombre inocente y una mujer

donde con seguridad, moraba Dios.


Las fuerzas naturales los ayudaban

por supuesto.Los dolores,

los inexplicables dolores, crónicos y agudos,

y tantas otras enfermedades

se desarrollan por falta de agua

en el organismo

.Esta sería la síntesis de un médico niño

que fundamentó una brillante

y caridosa carrera médica.

Un curador nato. Sin un único truco de magia.

Él era el propio mágico

.Reyes y mendigos serían capaces

de implorar por sus aguas milagrosas.

El Doctor Fedor sumergía a sus pacientes

en tinas, lagos, ríos, los ataban si era necesario,

cualquier cosa que los hiciera beber agua...

Los pacientes, en la mayoría absoluta

de las veces dejaban sus dolores en las aguas.

Él no escondía nada:

Beban agua, mucha agua, sirvan agua,

mucha agua. Pero su lago todavía es sagrado hasta hoy.

Dicen que el lago es un laboratorio

plantas y todo lo demás hasta las piedras

que lo rodean son curadoras.

Los pájaros son hechiceros.

Que él Fedor nunca fue médico

nunca aprendió de nadie pero enseñó a médicos y personas

y a sanarse también.

Y dicen incluso que en cada lugar

que pasó echó unas gotitas de aquel lago sagrado

y así aún hoy podemos tener

sus conocimientos al alcance de la mano.


Os segredos de Fedor conto longo e lindo

   de que  modo Doutor Fedor  se tornou médico,

rico, poderoso... como sua fama rompeu fronteiras e sua obra
atendeu Reis e mendigos e seus conhecimentos jamais contestados...

Nasceu Fedor nas antigas e desertas terras russas
Provavelmente havia por lá um grande povo
um grande império, mas Fedor nasceu longe
tal qual os bichos, só tinha os velhos pais,
e mais e mais terras pra caminhar.

Filho único de pais únicos, Fedor
gostava mesmo era de passear nas costas do velho pai,
que nunca lhe sentiu o peso,
o garoto era uma dádiva.

Os pais, já velhos, fizeram silêncio da rudeza da vida.
e morreram, deixaram seu garoto sozinho,
naquela imensidão. Dias e noites voaram
e a vida confabulou um destino urgente para ele.

Mais a oeste havia outro casal de velhos
Eram os avós de Pietrina... uma menina neta
sobra de uma guerra distante.
Pietrina se espichou logo na vida,
seus avós muito velhos
compreenderam que não poderiam mais cuidar dela...

A morte os levaria em breve.
Eles sabiam de Fedor, conheciam seus pais
e antes que a morte os carregasse, pegaram as coisas de
Pietrina juntaram a estas coisas os olhos e os passos
da menina e saíram às pressas, pelo caminho mais a leste.

Pietrina, menina linda, não sabia o que perguntar aos avós.
Aquele era seu maior dia de sorte.
Viajaram a pé vários dias e noites
até finalmente avistarem as terras de Fedor,

Encontraram-no próximo à casa
Fedor... surpreso adorou aquela única e misteriosa visita...
Sim... me conhecem... os chamou para a varanda.

Não o conhecemos mas conhecíamos seus pais...
Morreram, disse o jovem... meio triste.

Ah... é uma pena... mas viemos aqui, entregar-lhe
nossa neta Pitricha como sua esposa.
E menina era bem nova, bem bonita.
e sabia que homens e mulheres
vivem juntos, como seus avós,
acreditava que eles já nasceram juntos,
apenas ela havia nascido só.

Fédor olhou para eles com imensa alegria.
Aceito, aceito, aceito, sua neta, aceito vocês
quero que fiquem aqui... com Pitricha.

E os avós de Pietrina ficaram.
Fedor precisava trabalhar muito mais sustentar tantas pessoas...
nas sua família estava perfeita novamente,

Pietrina e Fedor viveram dias de inesquecível pureza,
de felicidade muda, espalhada pelo ar,
seus avós morreram coroados de êxito,
deixaram para seus herdeiras
uma vida feliz.

Fedor e Pitricha queriam ter muitos filhos,
mas o tempo passava e eles continuavam sozinhos.
Pitricha ficou triste e adoeceu.

Ai que dor, dói tudo, o tempo todo.
e se encolhendo cada vez mais, a sua beleza
que desafiava os raios de sol na manhã de primavera.

E nestas manhãs de primavera Fedor
ouviu seu lindo e pequeno amor gritar de dor.
Alguém que passou pelas terras de Fedor,
lhe confidenciou que aquela dor era para sempre.

Fedor chorou, lágrimas são lágrimas,
as dele eram lâminas na alma...

A dor parece egoísta mas ele sabia
que morreria de dores tão horríveis quanto as dela...

Ele não poderia ser médico,
não tinha noção de como uma pessoa
se tornaria um médico.

Seu tempo era seu tormento.

Pitricha tinha agora a beleza da própria dor
e generosamente dava um patamar
muito elevado àquela jaula

Muito mais que trágica a alma
de Pitricha alí prostrada
alimentava com alegria os dias de Fedor,
Seus dias de amor
só existiam por causa dela.
Era mágica a vida deles,
era também muito cruel.

Naquela manhã de sol a luz dos olhos
de Pitricha hesitavam...
fedor. quero morrer, sussurrou ela,
muito distante mais ele ouviu.
Ouviu e calou-se.

Mesmo dentro da dor eles eram imensamente
felizes.

Saiu para o campo buscar frutos
para sua pequena e triste esposa.
Ele a tratava muito bem.
E se pudesse a levaria para passear
todos os dias...
mas ela nunca queria sair do quarto,
sentia muita dor.

Trouxe frutas, as melhores que encontrou,
comeram juntos, brincaram, sorriram.

De repente ela começou a chorar
Estava num ataque de muita dor.

Ele a pegou no colo, sem pedir,
ela não hesitou, mesmo com dor,
abraçou-se ao pescoço dele,
e seu coração bem pertinho
ia batendo... batendo.

Vamos no lago, querida, passear,
ver as flores, os pássaros, até as pedras,
elas também fazem parte da nossa vida.
Deixou suas lâmina rolar por suas faces.

O caminho que levava ao lago era lindo
feito por eles, as flores sempre delas,
as amarelas, dedicadas do sol,
a ele... a tudo.

O lago sua grande obra de arte,
Era raso e profundo. trágico e ou mágico
o lago era deles.

a feiura

 Tudo que faço  com minha feiura  com minha beleza  faço com meu corpo, alma e espírito.  mas quem me  proporciona tudo é a natureza do espí...