sábado, 11 de outubro de 2014

É absurdo...

Pensar sobre isto: 
Mas todos tem que se esforçar muito
para aprender a viver com aquilo que se é!!!!

Devo dizer

Não sei.
Se soubesse não diria.
Se dissesse, mentiria.

Se  mentisse
diria a  verdade.

disse-me Rafael:

"Eu cuidava de você...quando eu tinha l3 e você era nene...
 Você era dorminhoca e caladinha!"

Senti que nada tinha para reclamar
naquela época.

A minha casa era de chão, meu chão era no chão,
sentava no chão, deitava no chão, escorregava no chão, brincava no chão, chorava no chão.
corria no chão. Fugia no chão...apanhava no chão.

Tinha chão.

A única coisa no mundo que eu não controlava, que não fazia parte do meu chão porque eu
não conhecia   lá onde eu vivia era o   Rádio.
Aquilo era fora do meu controle  eu não entendia de onde chegavam  as vozes que eu ouvia durante a noite!...

Desconfiei dos mistérios do mundo naquela época..
mais de meio século a trás!


E isto é a  única coisa que ainda continua pendente porque
não consegui resolver até hoje, me intriga, de modo
muito mais contundente:

O rádio e  as vozes, A televisão e as imagens, a internet e os pensamentos das pessoas, as coisas do mistério do mundo ainda me vem de modo 
muito fascinante... por isso pareço  nunca ter crescido... me sinto aproximar cada vez mais da infância enquanto o tempo me leva  para outro extremo.

E cada pessoa trabalhadora  da internet por mais que eu menos a conheça ou a desconheça inteiramente  integra uma grande familia secreta do meu coração...

Agradeço  a todas as pessoas  que habitam, trabalham, criam, sustentam, se divertem e divertem outras pessoas...por todos os meus dias felizes neste muitíssimo especial mundo que tem sido o habitat do pensamento....e sua grande alavanca...

Me sinto uma pessoa de muita sorte...e desejo a todos, sorte também, na realização de seus sonhos.

 




 


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

me entrego

A decadência.
Meu esqueleto ainda deve os ossos.
com toda minha decência
pagá-los não posso.

Quero dizer, natureza...
um dia devolvo sem juros
os elementos  que peguei...
bem gastos, bem sei...
a ti realeza, e a ninguém mais.


Espero que perdoe o mal uso que fiz
porque nem sempre consegui ser
bem feliz como deveria
pelo grande bem da vida, que de ti,  recebi.

Vai um a parte:
esta artimanha cheia de arte
também faz parte.

E por aqui mesmo foi que me endividei.
 Explico:

Cobradores no português brasileiro
é uma overdose...

Porque alem do devido,
cobram altíssimos, Oh altíssimo, juros.

taxam as taxas, com muitas tachas.

Assim acabo  me inclinando, declinando
um posterior convite,
e um Não à obrigação.

Antes de tudo, sei, tudo isto é mera divagação.

 
 







A beira do córrego...

Sentava-se. O tempo não existia.
porque o córrego era paciente
com a insignificância dos pequenos.

Não havia assunto proibido:
Tudo o córrego ouvia  com muita tolerância.

Porque ele parava em seu trecho
não tinha pressa, ia para o mar para o ar
não tinha pretexto,
somente conversa.

A beira do córrego
se jogava pedrinha.  Havia uma montanha
de pedrinhas ao alcance da mão.

Quantos diálogos havia
por ali, espalhados pelo chão.
Não se sabia não...


A beira do córrego
havia muitas outras vidas conversando
paradas as sombras das pequenas árvores
com pequenos pássaros, com pequenos insetos,
com pequenos frutos, todos conversavam
tudo com o pequeno rio
que ainda está lá, hoje porem mudo.

 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Hoje...

Acordei. Conferi o tempo no relógio.
Saltei da cama e de cara mal dormida
mal me olhei no espelho. Me Sai corrida...

O coração disparado. Desfreiado.
me questionou...
" para onde estamos indo com toda esta pressa...
será para o fim da lida....!"

-tem muito  a ser feito... respondi  inserida.
Céu, estrela, sol, lua planeta...e outros seres da vida...
e o relógio do peito... questionou o coração sem jeito.

Ando meio grog
meio empedrado. São as cinzas do velho vulcão
aqui do meu lado, confessou-me ele sisudo.

E quero saber antes que diga não...
a coisa primeiro de tudo...

quem lhe dará outro coração
se acaso este se perder no vão...


meti os pés no chão... tempo não  se apresse,
espere eu terminar minha conversa,
com muito bem verso.

depois disto termina o verso esquecido da minha vida...
e deixa tudo no lugar de onde foi tirado,
de onde foi permitido.



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

percebe-se...



O amor não prevê discriminação,
nem arrogância
por isso ele é livre...embora tolerante
tem seu estilo itinerante.

O estranho

 Aquele que me é estranho Me são estranhas suas lágrimas. Até posso vê-lo como uma rosa que se orvalha. Não entendo sua dor nem do coração n...