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domingo, 19 de julho de 2009

Depois eu conto "Dia Seguinte parte III" maria melo Paraná - Roteiro para cinema um filme de amor


Será que você se lembra daquela negra
que foi encontrada no portão da casa
de um casal de brancos de olhos azuis...
os chamava chorando de meus pais?
E eles não a receberam, negando-se serem seus pais?

Você se lembra que a negra foi para a Delegacia...
Suspeita de quê?
Não sei, eu autora não sei...
do que ela foi acusada.

Ela declarava com certeza absoluta, ser filha
do casal branco de olhos azuis... eles a renegavam!

Então, finalmente chegou o amanhã...
depois daquela estranha noite,
o casal foi convocado para contar sua história.
A moça também.

Cada qual na sua sala, do seu modo,
seriam ouvidos, grafados, gravados, e tudo mais.
A negra não sabia, o casal não sabia,
ninguém parecia conhecer a verdadeira verdade,
aquela que estava camuflada
por detrás da cor, tanto da moça,
quanto dos pais.
Do branco e do negro da cor.


A moça foi dizendo muito alegre, como sempre:

Pois bem, é certo que não me entendia com meus pais,
que brigávamos sempre noite e dia,
é certo que eles detestassem meus atos,
e eu odiava o extremismo deles.

Mas nunca imaginei que pudesse acontecer isto,
Cheguei negra, segundo eles, segundo vocês,
segundo o espelho, como o carvão, como a noite,
eu demorei para acreditar,
Estou de fato negra.
Mas de fato sou-lhes filha.
De fato sou muito feliz, comigo mesma.
não sei por que eles se importam tanto com isso!

Vendo os meus pais, assim tão branquinhos,
com olhos tão lindos, azuis feito céu,
não muda a cor do meu amor,
ainda os amor, nem que ficassem verdes,
pois sei que são meus pais,
acho que só agora reparei na cor da pele deles,
na cor dos olhos, nos cabelos assim tão claros e ondulados,
tão leves... tão amarelados.
nada parecidos com os meus.
que são fixos, rígidos, parados.

pode se dizer, um verdadeiro emaranhados de fios.


Lembro-me de toda minha infância,
da imensa beleza dos meus pais,
que é claro não são os mesmos pais
que vejo hoje...mesmo assim, depois
de bem mais velhos ainda os amo.
Nossas brigas é uma questão de domínio.

A moça negra continuava contando histórias
sobre sua infância...


Na outra sala o casal branco a ouvia
atentamente.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O cientista "máscara" parte II - conto maria melo brasil - Roteiro para cinema um filme de amor

Eu estava de vermelho. Perigo.
Afinal era a única pessoa que ignorava.
Surpresa com o tamanho de peixe,
fui seguindo as outras pessoas
que o iam empurrando para frente,
ele aos saltos e assaltos,
estava indo em diração à sala de trabalho.

As pessoas riam muito o aplaudiam
nos seus contorcimentos,
peixe não grita, não canta,
não ora, não chora, não implora,
mas dá o show.

"Vão comê-lo assim numa algazarra, danada!
Seja o que for, nada me é tão estranho!

O peixe entrou na sala,pulando e divertindo
o povo.

Fiquei em posição de espera... olhando
na direção dele, olhar sobre ele
e sobre as pessoas que o cercavam.

Pegaram-no, tudo muito alegre,
colocaram-no numa caixa leve, e colorida,
sobre uma mesa, fecharam-na suavemente.
e correram em suas máquinas, sentaram-se,
ligaram-na! Ligaram tudo, muitas máquinas,
ligaram-se, atentamente.

"Será que vão devorar o peixe?
Meu Deus, estarão cozinhando-o?
Vão mesmo comê-lo?
...Não, não vão, veio-me uma voz interior,
Ora, para comê-lo teriam que trocar suaS
ENTRANHAS por farofa!

Enquanto isto as máquinas e as pessoas trabalhavam árdua e
secretamente. Eu de vermelho, fiquei quieto
nada entendo do que fazem.

Passaram-se horas e horas até que de súbito, todos
se levataram e foram para a caixa onde o peixe
estava preso.

Abriram-na e saltou para fora um homem.
Estava ou era nu, tão nú quanto o peixe.
suas pernas e braços rigidamente
encostados no corpo. Saltava velozmente
pelo chão. Olhos esbugalhados, face
paralizada, sem palavras, gritos ou
gemidos ele se jogava para todos os lados.

Todos olhavam calados sem perder um só movimento.
Acompanhavam aquela estranha dança
naquele misterioso palco do tempo.

Depois de um certo momento,
abriram a porta, o homem olhou para aquela
claridade, parecia ser a primeira vez
que a via, mas a claridade era dele
conhecida, lembrava lá fora, lembranva água.

E saltou em muitos saltos em direção à porta.
Todos os seguiam em silêncio...
Foi pulando muito para fora da sala,
rumo à piscina de onde tinha saido o peixe.

Eles o seguiram... O homem nú se jogou na água,
queria o fundo,... mas voltou à tona.
o fez novamente, voltou à tona.
Aquele ritual era novo.

Quando seu braço e mão se estiraram na direção das cordas
e segurou como nunca havia segurado antes.
Olhou e viu, como se nunca houvesse visto antes.

"Sai da Água" Alex, disse uma voz, ele ouviu e entendeu
perfeitamente.
"Não posso, disse para si mesmo,
seus músculos paralizados pensaram.
Sou um peixe.

Alex, você não é um peixe, você é um animal humano.
Venha até aqui, ou iremos buscá-lo.
Entendeu mas seus músculos não funcionaram,
eles foram, sem temor algum,
e o trouxeram para fora da piscina,

Sentaram-no em uma cadeira bem apropriada.
ao sol, o homem ficou parecia dormir,
cochilar, sonhar, meditar,
qualquer coisa que respira.


meu pensamento pensou sozinho.
"É a tal da mágica, aquela dos circos,
dos palcos, onde enfiam espadas
nos troncos das moças e cortam os rapazes,
o peixe deve estar debaixo do assoalho,
e aquele homem é um ator,
isto talves seja parte de uma filme,
um cenário... qualquer coisa do gênero artístico.

Acompanhava os acontecimentos sem nunhum assombro,
os atores são capazes de tudo,

Seu folha se aproximou de mim,
um sorriso misterioso,
daqueles que a gente só vê nos olhos,
das pessoas que escondem profundas coisas.

Entendi... ele era o diretor.
tinha sacado uma grande jogada.
Porisso aquele ar... além das quadras.


Viu? Sentiu, adivinhou? Pressentiu, presencioou
A grande máscara?
Acabamos de preparar uma delas...
tantas outras já preparadas e utilizadas.
Mas esta é especial...

Fizemos uma máscara para aquele peixe.
Uma máscara de homem para ele.
Agora ele será peixe e será homem.
Tudo no mesmo momento!
Fantástico.

Seu folha parecia babar de satisfação.
Não será apenas mais um homem,
nem será somento mais um peixe,
é de fato uma nova personalidade.


Eu é que sou doido!
neste mundo sem freio.
"Me sinto muito confortável no meio dos atores e atrizes"
Nem penso na ciência,
ou na religião e seus mitos.

Deixo o teatro conduzir a platéia,
faminto de aplausos,
e a vejo delirar, toda noite,
com as fantazias de suas almas
desenfreiadas.


Sim, fizemos a máscara... nela tem
histórias, tão verdadeiras como aquelas
que nunca aconteceram e que nunca acontecerão.

Uma história profunda contada à
cicatrizes, ferimentos
que não doem mais mas que lembram...

qualquer batalha,
qualquer perda, qualquer folha
de navalha, qualquer
pedra, qualquer enredo.


Amanhã será o dia em que ele
acordará, tão homem e tão peixe
como se nunca tivessem se separado.


E cada um de nós que já mergulhou
nas histórias das máscaras,
acabou se conhecendo, se descobrindo,
numa nova face, tão antiga,
e tão rescente, que não pode haver nada mais sedutor
e primordial no mundo.

Você, diz seu folha, é convidado a presenciar
a transformação... muitas experiencias,
nos darão frutos imprevisiveis...
imprescindíveis para seguir sem destruir
o que se fez até agora.

O que você acha de mim?

"Estou muito feliz de estar aqui,
neste momento inesperado" respondi, sorrindo,
não vai me liberar umas imagens?

"Quem sabe..." Duvido que sim...!

domingo, 5 de julho de 2009

O cientista "máscara" - conto maria melo - brasil - roteiro para cinema um filme de amor


Ligou, ajustou e já!
Bom dia... apresento-me. Sou Folha,
O cientista máscara.
Não folha de registro nem folha da igreja,
sou folha da natureza,
áspera.


Minha ficha? Ah a folha corrida?
Pois sim, antes de ser cientista, eu era artista.
Artista sempre falido.
Fazia esculturas lindíssimas
em ouro maciço
mostrava-as na praça,
achavam graça e diziam
não vale nada isso!

Precisava mais que talento,
quem sabe se eu fosse belo,
feito narciso, me olhasse
no espelho e me achasse bonito...
não isto nunca existiu
sou mais feio que um cabrito.

Então decidi construir a máscara,
não inventá-la, porque já foi inventada
mas utilizá-la renovada,
para as minhas complexas necessidades.

Mudei-me para cá, este canto
de encanto e cantos de sabias.

Uivado de onça má e devoradora,
por isso virei logo uma folha!
pra ela não me encontrar!

Por artimanha minha e da natureza,
pude então me adaptar.


Sou folha de verdade, de qualquer planta do matagal.


Agora vire sua câmera para o lado de lá,
olha longe aquela sala transparente
enorme bem cheia de gente,
todos a trabalhar.
Faz parte da minha equipe,
de cientista maneiro
que alguma coisa quer aprontar.

Todos são folhas também,
e tem em qualquer parte do corpo
uma tatuagem sincera,
que mostra a árvore mãe,
de onde um dia eles vieram!

Vieram da cidade, com suas malas vazias,
buscar por aqui, aquilo que lá nem conheciam.
Hoje vão visitar os parentes,
sorrindo de pura alegria.

Não choram, não reclamam má sorte,
atrás daqueles paredes transparentes,
ainda há infinitas portas.


Agora, vire, novamente para o lado do nascer do sol,
vê aquele imenso campo de futebol
cheio de garotos, correndo e rindo...
vieram das vilas vizinhas,
atolados de pobreza,
alguns nem pão na mesa tinham!

Vê do lado o parque, simples,
com árvores e cipó, lagos pequeninos,
pedregulhos e cachoeiras,
tudo isto paras crianças
se divertirem, brincadeiras,

E como são prazeirosas no seio da natureza.
olhe nos seus olhos,
enquanto brincam, aprendem
grandes destreza.


Ali mesmo, pelas redondezas,
vê uma sala silenciosa, é uma biblioteca,
com o que tem de melhor,
dos nossos mais honrosos poetas.
E quando falo poeta,
me refiro do sonhador ao profeta.


Agora voe devagarinho ao redor,
vê a vaquinha amarela,
chamo-a de mamaezinha de aquarela.
Os pássaros, de tantas espécies,
esvoaçando pelas janelas?
são filhinhos da terra,
O cachorrinho pintado,
o cachorrão esparramado no chão...

A tartaruga dorminhona,
o macaco bugiganga,
o pavão pouco a vontade,
perdido de tanta vaidade,
perto do cabrito lambão

E mais não sei quantos bichos,
todos espalhados pela água, pelo ar e pelo chão.

Não há nenhum feitiço
é só a tradição da vida.

Mas uma surpresa... olha lá na piscina
transparente,
que belo peixe!
E só tem aquele! Está molho,
esperando o desfeixe!

É peixe, o grande segredo.
pelo menos será um dos primeiros.


Estou parado com minha filmadora desligada,
Seu folha, toma fôlego, toma água.
olha para os lados,
É verdade, sou folha não pensa.

Chama algumas pessoas
lá da sala transparente,

Vieram rindo, conversando e olhando,
são normais, paranormais ou anormais.
Eu que nada sei.

Seu Folha apresentou-me seus amigos:

Aqui estão eles, são bons no que fazem.
Confio em cada um,
porque sonham e trabalham
para melhorar,
suas vidas não são eternas,
mas são sinceras
e sinceramente vividas,
vale a pena presenciar o que você vai presenciar.

Foram todos para a piscina,
homens e mulheres,
tiraram seus uniformes de trabalho na sala,
e se jogaram na água,
nadando de cá para lá,
de lá pra cá,
foram formando uma roda...
Enjaularam entre braços e abraços,
e peixe e o trouxeram para fora.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Depois conto... dia seguinte parte II maria melo - brasil

O espelho tava calado, só refletia
um certo estado do presente.
Examinou-se curiosa e muito feliz:
Afinal o que importa é ser linda!

Se branca ou negra, seus pais não
a entenderia mesmo. A questão não era a cor da pele
mas o formato das idéias!
Isto coisa que ela não esqueceu.
Seu pai sempre bronqueado, até infeliz,
por causa dela, sua mãe, chorava todo
dia, também por causa dela,
que droga, nem que fosse doente,
eles sofreriam tanto,
quanto sofriam por causa dos seus parâmetros
ou não parâmetros.

E ter idéias não convencionais
às vezes pode parecer crime, merecer punição e castigo,
restrição e despreso,
pode provocar injustiça,
pode despertar a maldade,
cultivar a inveja...
causar temores, terrores,
E por fim esta banalidade,
pode provocar um um dilúvio
sem dimensão, de arrempendimento,
que chega a ser pecaminoso,
o estrago que fará no coração!

Enquanto pensava foi abordada:
Vamos conversar na sala ao lado,
Você e eu e as paredes!

As paredes? Claro, seus pais,
também estarão lá,
só que eles não sabem que você os ouvirá!
Também estarão lá alguns de seus visinhos,

Meu Deus, o que dirão de mim,
se nem meus próprios pais me conhecem?
Que dirão os visinhos, os amigos,
agora que sou assim,
de onde me reconhecerão?


E foram eles para a sala da conversa,
da estória avessa,
contada por uma mulher,
numa noite de frio em sua vida.

Depois conto - o dia seguinte - Maria Melo - Brasil

Ela tava lá encostada no portão da casa, dormindo
feito criança. Alma abandonada nas mãos da vida,
fosse o que fosse, aqueles homens salvadores,
a levariam.
Ei moça, acorda, não pode dormir na rua.
Acorda... moça, chaqualharam-na
muitas vezes, nem os olhos abriu,
nem resmungou, parecia mesmo uma
menininha negra...dormindo
confortavelmente no colo de alguém!

Eles a levantaram a ampararam e a levaram.
Na casa de acolhimento,
a colocaram no colchão
e cobertdores e travesseiro.
Talves houvesse por lá alguns sonhos bons também.
para atender aqueles que necessitam
da assistência social e amparo
para seus passos mais dificeis.

Bonita dormindo, bonita sonhando,
resmungando, bonita assim,
inteiramente negra,
com sua boca vermelha de negra,
olhos e nariz e cabelos
e pernas e mãos negras,
bonito e lindo corpo negro,
bonita e linda mulher negra.

Bonita mulher, bonita menina,
com sua alma tão igual,
e seus sonhos, também.
com seu coração batendo, ressonando.
Ia a vida levando, ali mesmo,
naquele lugar, onde ficavam os abandonados,
ou aqueles antes de tudo,
que abandonam tudo!

No dia seguinte acordou cedo,
antes mesmo dos assistentes sociais,
espichou-se e pensou:
que lugar é este e como aqui estou?

Eles entraram na sala.
Bom dia, dormiu bem? Refletiu?
Acordou melhor? Quer um café,
na mesa, entre nós?

Sem nenhuma surpresa,
ela foi se levantando, remexendo as roupas,
se arrumando,
tentando se ver em algum espelho,
sua pele fresca e seus cabelos,
eram belos de qualquer jeito.

Sorriu sem constrangimento,
como se sorriem os jovens,

Vamos tomar um café, disse o assistente,
depois vamos conversar, você deve ter
muita estória para contar.

Foram para outra sala, calados,
ninguém tinha pressa de começar.
Tomaram café como se fosse familia,
todos riam, todos brincavam
alguns já moravam ali,
outras nunca mais voltariam.
Mas quase ninguém tinha
uma estória que quisesse contar.

Ela era diferente,
tinha que contar estória, e muita estória,
mesmo que ninguém a quisesse ouvir,

Sabia, agora de manhã, um monte
de coisas que ontem não sabia.

Seus pais a rejeitaram. Seus pais eram brancos
de olhos azuis, seus pais eram ricos,
seus país não a reconheceram.

Seu namorado era negro,
tão negro e tão lindo quanto ela,
Mas provavelmente ele viajou para longe.
e nem endereço lhe deixou.
Isto ela não se lembrava.

Nasceu e cresceu na mesma rua,
todos a conhecia...
Ela sabia que não era negra,
que nunca fora negra,
que não era louca, que não era adotiva,
que não estava drogada,
nem bêbada,
só estava cansada e com muito sono!
Sabia isto como qualquer pe

Tudo estava muito simples,
a rua, a casa, os pais, os visinhos,
o namorado, a casa de dança,
tudo era muito conhecido dela.

Só uma coisa não cabia em lugar nenhum:
Aquela sua cor negra,
toda sua indumentaria carnal,
havia se transformado
de mulher branca
em mulher negra.

É claro... seus pais não a reconheceria, mesmo.


Depois do café pediu licença,
foi ao banheiro, olhar o espelho,
mais atentamente,
espelho sem truque, sem mágica
que lhe mostrasse a verdade,
pelo menos uma verdade,
entre tantas escondidas nele!

domingo, 31 de maio de 2009

Conto depois! Parte II - Maria Melo - Brasil

Leve-me para casa disse ao seu amor,
sorrindo como só os jovens sabem sorrir,
amando como só eles sabem amar.

E se foram... uma rua outra rua,
o dia vinha vindo rapidamente.
Mas chegariam ainda no escuro!

Chegaram. Ele parou seu lindo carro,
numa bela casa, num elegante bairro.
"Querido, me deixe e vai logo, vai amanhecer,
não quero que meu pai veja
você aqui comigo, ele não entende o nosso amor.
E quero ficar em paz
pelo menos pra dormir um pouco.

Você que sabe... beijinhos mais beijinhos,
ele saiu bem devagar, sem ruído,
ainda no escuro da madrugada,
ninguém viu nada.


Ela ficou em pé parada em frente ao portão,
esperando ele desaparecer
em poucos segundos
tudo já tinha se apagado na sua mente.

Então abriu a bolsa e pegou as chaves,
para abrir o portão, tentou e tentou
não conseguiu... experimentou todas,
nenhuma abriu. Que absurdo
Terei me enganado quanto às minhas
próprias chaves?

Não queria acordar meu pai, minha mãe,
nem a passarada, ou a cachorrada,
ou a vizinhança bem no meio da madrugada.

O frio, o sono, a fazia cair em pé...
Quero minha cama, minha coberta, meu travesseiro,
quero tudo, meus sonhos, meus pesadelos,
só não quero ficar aqui a noite inteira.

Foi para a campainha e tocou,
uma, duas, três, dez!
A luz acendeu... Levantaram-se,
olharam pela janela,


Demoram-se mas a campainha insistia tocando
calorosamente, ela começava a falar alto:
Poxa, desculpa por ontem
abram logo a porta, estou um monte!

Vieram os dois... o pai e a mãe dela!
Pararam alguns passos do portão, sem as chaves,
O que aconteceu moça?
Errou de casa? Tá alcoolizada, drogada?
Doente, acaso a conhecemos?
Para nos chamar a estas horas?

Parem com isto, abra o portão, quero entrar,
quero dormir! Estou cansada, com frio,
por favor me desculpem
Prometo não fazer mais isto!

Não a conhecemos. Nunca a vimos antes,
Se nos falar um número telefônico,
chamaremos seus familiares.

Vocês são loucos... mãe sou sua filha,
ainda ontem por mim você chorava,
moro nesta casa, tenho direitos,
como podem me renegar?

Está escuro, disseram eles, mas veja:

Somos branquinhos, de olhos azuis,
cabelos quase vermelhos,
você é negrinha,nunca se olhou no espelho?
Quer ver como você é diferente de nós?

Aí ela viu... de fato eles eram brancos,
muito brancos, olhos azuis, não eram seus pais?
Então ela duvidou que ela fosse,
realmente negra... Talves fosse um truque
daquele espelho,
Ou um sonho, bebedeira, qualquer outra besteira,
mas nunca em hipótese nenhuma,
negra, naquele momento ela poderia ser!

Porque seus pais... ela conhecia muito bem,
desde sua entranhas, afinal,
eram seus pais, ninguém mais,
por mais estranhos que fossem!

Eu não sou negra!
É sim... tudo bem que não aceite
mas você é negra,
nós não temos nada com isto!

A mãe dela foi buscar um espelho
Olhe querida, você é negra,
é linda, é jovem, mas está louca,
não somos seus pais, você não mora
aqui e esta não é sua casa,

E você não tem o direito de invadir
nossa noite de sono, nossos sonhos,
nossa vida, com sua loucura,

Se você não está precisando de ajuda,
vá embora, se nos der um número de alguém
que a conheça chamaremos,

Ou vamos chamar a polícia!

E foram voltando para dentro!
A moça começou a chorar:
Mãe, pai, não façam assim,
deixem-me entrar,
nunca mais desobedecerei vocês!

Vamos chamar a assistência para pessoas drogadas.


Deram-lhe as costas.
Ele sentou-se no chão, confusa,
parecia uma criança de dois anos
de idade... chorava baixinho,
como se os pais fosse passear
e a deixassem sozinha.

Não havia nada que pudesse fazer,
O portão absolutamente trancado,
Dormiu ali mesmo, choramingando,
de mansinho,
por pouco tempo, é claro,
logo depois, os faróis de um silencioso carro
deslizavam suavemente na neblina da madrugada,
Vinham levar a negra,
que dormia feito criança na calçada
pedindo papai e mamãe
cama quente e carinho,
quem sabe ela ganhava!

Conto depois! Maria Melo - Brasil

Ninguém pode contar. Ninguém viu!
Conto eu, invenção, mentira, aumento,
advento, mero e intruso pensamento!

Mas meu, domado, custeado, interrogado,
por fim dominado, temporariamente!
Aproveitem a exótica leitura da minha mente!

Ela e o pai... um discurso sem fim
"você não me entende... nunca me entendeu
Você me criou mas nem sabe o que sou eu!

Quero sair de noite, não gosto só do dia,
Dezassete anos... não sou criança!
e você quer destruir a minha esperança!

"Você não me respeita, não me obedece
a noite é perigosa, cheia de desespero.
por que não faz como as outras crianças,
vê desenho, deita sonha e dorme!

Vou me embora, pego minha mala,...
pois vá, você tem o mundo todo lá fora,
vá, não amanhã, vai, hoje, vá agora!

A mãe chora, ele fecha a cara
ela despreza tudo, sem nunca
ter perguntado nada sobre nada,
se joga porta a fora!

São 10:00 horas da noite,
mas para os corpos quentes dos
jovens... nada mais fascinante os espera!

Foi mesmo, como queria, juntou-se
ao bando de amigos do peito, iguais a ela,
dormia de dia, de noite devorava tudo que vinha!

Primeiro o prazer das coisas noturnas e misteriosas,
cheirou a comida, fumou um pouco de fumaça,
bebeu coisa ardente doce e cachaça
com nomes diferentes... é claro.

Caiu no palco da arte do mundo,
dançou muito, bebeu mais, beijou a noite toda,
ele era lindo, fervoroso demais!

nenhum mau a atingia... está comemorando
o seu lindo dia de amor,
amor por si mesma, pela vida
e por qualquer danação que fosse
que a mantivesse ainda mais viva!

Viva meu dia, viva minha noite,
viva meu corpo, viva até minha dor...
Viva o beijo da sua doce boca,
Porque só assim vivo eu!


Ás cinco da manhã olhou o relógio,
foi ao banheiro se arrumar,
já era hora de voltar pra casa,
seu pai nem ia acordar!

Todos os dias ela jurava não mais voltar.
Mas de manhã dá um sono, uma preguiça,
uma fome, uma saudade de casa,
de ver o pai, a mãe, a mesa do café,
de ouvir todas as broncas,
e rir, rir muito, bater a porta
e ir dormir... o que me importa
se eles não me entendem!


Antes porem no banheiro,
olhou no espelho... no relógio depois no espelho,
e concluiu: Que negra maravilhosa sou eu

Que cabelos lindos, todos enrolados miudinho!
Que olhos brilhantes, que boca grande e sensual,
que pernas eu tenho,
por isso ele me ama tanto!

A saia curta e justinha
quase exibindo tudo a mini blusa,
o batom, a pulserinha no pé,
brincos grandes... parecia jóia
bijoterias, nela tudo lindo!

A mais bela negra da noite...
tinha também um belo namorado!
E como era generoso o amor...
seu corpo adorava praticá-lo!

domingo, 24 de maio de 2009

O Juiz II parte - O mastro de Marmore - conto - Maria Melo

Eu que bem o conheço pela sombra dos seus sonhos,
não nego que ele padeça,
da mesma dor que eu,
compartilhada de modo medonho.

De boa raça, e seda pura
sua pele nobre e brilhante,
faz dele uma casta criatura,
neste mundo errante.

Nem sei como o pobre suporta,
o cheiro da miséria do seu próximo.
que o ar alheio a sua nobreza,
espalha pelo mundo e sua porta!

Por mais fechada e mais fechadura,
tem poros e poros invisíveis
por onde entra o olhar da criatura,
que torna a vida dele impossível!


Assim este belo Juiz, que tão belo tão raro,
não vai ao analista, não chora, não duvida,
não implora perdão pelos seus atos.
Se vê de Deus aliado na justiça,

Não questiona o peso da sua mão,
nem de sua espada certeira,
rasga fundo até o coração,
rindo profundo da razão!

Por que que razão terá ele?
Sua roupa um tanto exótica,
seus papéis, os papéis deles,
que sua nobre sabedoria comprovam!

Mas ele não precisa questionar isto,
questiono eu, apesar do risco.
que bicho será ele no meio de tantos outros bichos?

Mas meu Juiz é grande apesar disto!
Julga sem temor algum qualquer pequena causa,
com toda severidade precisa!

Como eu disse, acordou desolado,
em tantos papéis perigosos embrulhado!
Papéis que vem de outras árvores,
com outras escritas caladas.

Leu-os em silêncio, na noite escura,
penso que ele pensa numa saída,
talves ser um reparador doméstico
e saber como se vai, neles a vida!

Como se vai esvaindo a carne, o sangue,
o trabalho, os sonhos, desde de o dia
em que são concebidos, até o dia
em que desistem de sofrer mais um dia!

Mas e se são maus... e se são do mal!
E se o sofrer deles for merecido,
E o Juiz for bom e for do bem,
disto estiver convencido...

Nada pode haver de errado com a lei
que sai do fundo do abismo para devorar
sua presa,
com que força é lançada
contra sua vítima, contra a qual
não há destreza.


Papel e mais papel, papel, a grande e absurda prisão,
prendem caiporas, caipiras, sábios e coronéis,
em células mortas que regem as regras,
que jamais serão quebradas,
são fragéis, alianças e anéis,
que se desfazem em cinzas, e fumaça e
desaparecem na voracidade da água!
ou no imenso azul do céu!

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Juiz - Conto - Roteiro para cinema - um filme de amor

Terceira Vara Criminal:
12 anos alojado num grande mastro de mármore!
Vida bem sucedida
Bem amado!

Uma ótima esposa, lindos filhos,
um arsenal de livros
de grandes autores, de grandes leitores,
de grandes usuários...
de grande aplicabilidade
Livros que valem o preço da árvore cortada!

O Juiz, família tradicional,
sobrenome honrado e reconhecido!
Trabalho nobre, enobrecedor, Incólume,
Amálgama da sociedade!

Mas hoje o Juiz acordou estarrecido:
Uma pilha de processo,
depois de 12 anos, nada havia diminuído!

O trabalho de 12 anos não aliviou
uma só folha de papel em sua mesa.
E para sua maior tristeza
muitas daquelas pessoas
eram suas velhas conhecidas!

Não boas conhecidas, mas pessoas
condenadas, novamente condenadas...
e ainda condenáveis...
novamente erradas.
Quantas vezes voltariam?
No mesmo crime, no mesmo pecado,
Será que eram retardadas?
Ou será que o Juiz
a fazer, não queria mais nada?

37 anos de idade, no auge de sua beleza,
um príncipe ou um astro de qualquer realeza
Estava ali, vivendo do erro,
envolvido nas tramas de terceiros,
gastando seu derradeiro passo,
num caminho sem volta,
numa armadilha, sem trilha, sem nota!

O Juiz estava rico,
honradamente do ganho do seu nobre trabalho,
e até dos ganhos dos seus acordos,
tão necessários,
para o andar da carruagem!

De nada se arrependeria... se não fosse aquele dia!

Sua querida esposa, tão aprisionada,
à servidão do marido à justiça,
já não conseguia dormir...
por isso tomava pílulas para isto
e dormia o tempo inteiro feliz.

Só acordava quando iam para a Disney...
ou Paris, ou esquiar na Europa ou nos States...
tudo isto faziam só para ter um álbum
de fotografia e mostrar o quanto
eram felizes e bem sucedidos! satisfeitos!

Agora não tem Paris, nem states
Vou falar com o Secretário de Segurança...
Será do meu jeito ou não será
Estou cansado de tanto julgar!

Assim foi, será!
Sentou-se na frente do poderoso Secretário
e disse sem rodeio... temos pouco tempo
nós dois! Quero um professor de Chinês ou Árabe!
Pode ser russo ou até grego!
que entenda, muito bem, também o Português!

Quero-o durante todos os dias da semana,
por 12 horas diárias,
Talves mais que um, quantos forem necessários!
que tirem plantão no presídio,
e ensinem chinês aos presidiários!

Russo, árabe, grego ou matemática
do 3 ao último grau!

Onde pretende chegar com esta conversa de louco,
quer logo se aposentar?
- não me faça pouco,
quero meu trabalho inovar...

É muito difícil a mente de um homem desviciar!
e vejo que crianças pegam o que não se pode pegar,
mas aprendem se elas são ensinadas...

Se não são ensinadas, crescem
e seus vícios permanecem, fortalecem
e não há como derrotá-los.

Só o mestre chinês, com sua espada fatal,
com seus golpes de sabedoria,
pode recuperar um homem,
que não teve a sorte e a alegria
de poder aprender o bem da vida.

Só um árabe com sua fé inabalável,
pode tocar a dureza
desta terra, com os mesmos lábios
de sua sagrada oração.

Só um Judeu com sua balança
nas mãos de uma justiça de olhos abertos,
pode trazer a este homem
a aprendizagem da dura realidade...
sem destruí-lo!

Mas onde está este sábio chinês?
Onde está este árabe tão caloroso
em suas preces, onde está este judeu,
tão correto e tão sincero?

Onde estão os verdadeiros homens de bem,
que ensinaram ensinam e ensinarão verdades e valores
para os filhos da sociedade,
para que não vivam em horrores eternos,
em uma efémera cidade?


Pobre Juiz, trabalhador anónimo
que dedicará sua vida toda, ao próximo pecador
cobrando, cobrando em nome de outros homens,
sua tarifa de dor...
que sua mão não pode ter piedade,
há um sussurro na cidade,
ninguém dorme em paz
com tantas atrocidades!

Isto tudo me parece uma simples questão de justiça,
de juízes e tribunais...
mas pode ser muito mais
Uma questão de todos, que eles os juízes
não poderão resolver, sozinhos, jamais!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O retrato - conto - Maria Melo - Paraná - Brasil

Era um dia chato.
Um dia barato.
um dia "lato"!

Não havia gato no telhado.
Nem na lagoa havia pato!
que peito ingrato!

Então vai-se ao museu
onde as velhas coisas
se renovam com arte
onde cada qual encontra
seu quebra cabeça, sua parte.

Vai-se ao museu onde paris vem a nós.
ou a alma de seu artistas
no amarelo linho,
das folhas dos giras sóis!

Para-se diante da obra,
tão clara, tão cara, que cara,
de homem nobre!

A simetria das orelhas,
que Van Gogh não suportou,
cortou-a, sem parelhas,
lindas as pintou!

E os olhos, no azul da camisa,
uma expressão tão quente,
da cor céu, estampado na face
que gruda na gente!

De fato, admirava,
tanto as mãos do artista,
o tempo que ele guardava,
na obra que ali estava.

Mas um dia qualquer,
acontece algo inacreditável...

Esta obra tão antiga,
não podia ser copiada!
Nenhuma mão daquele tempo,
poderia ver hoje,
o que em outra face
tivesse estampado!

Ele parou também diante do quadro:
falou... que belo e misterioso este trabalho!
quanto tempo terá demorado
para compor este talho!

E o quanto de história, no mundo,
terá este verso para contar?


Ela olhou para o homem,
reparou na beleza da camisa dele,
igualzinha a do quadro...
Tentou olhar para os olhos dele,
mas a memória tão fulgás não deixou.

Só olhou para o azul da camisa,
ondas de nuvens vistas da terra,
num dia de muita glória.

Ficaram calados ainda mais um instante,
depois ele disse, vamos ver os outros,
também devem ser interessantes.

três passos e ela se lembrou e sem
nenhum embaraço comentou:
Ah, que falta de atenção a minha,
fiz confusão... é seu auto retrato!

Vamos voltar quero rever os detalhes,
Ele não discutir, voltaram... Ela conclui:
Devo ter confundido tudo,
Acreditei que esta obra fosse muito antiga.
e com o artista aqui do meu lado!
Mas algo cheirava intriga!

Revendo todos os detalhes possíveis,
Que lindo, todos os traços,
que beleza de trabalho,
vendo assim, ao vivo, tua pele e teu olhar,
dá vontade de te roubar!

Mas está errado a tua ficha,
não estás morto, nem neste século e nem em outros,
estás muito bem e vivo,
e tua antiga obra é realmente incrível.

"Não é meu o trabalho, nem meu auto retrato
Sou apenas um admirador das artes,
tão surpreso estou,
como tão surpresa estás
E é a primeira vez que me vejo,
assim, neste velho espelho francês!"

Descobri-me nesta obra arte,
de muitos séculos passados,
e até o ofício de minhas mãos,
estão ali retratados,

Veja aquela caneta velha,
por ele mesmo inventada,
sobre a mesa, na folha escrita,
é meu o poema, a primeira
frase e a última bem dita!

Sábado com você
Domingo com você
Segunda com a saudade de você!

sábado, 25 de abril de 2009

Quem é Lord C - Roteiro para Cinema - Um filme de amor - Maria Melo - Paraná



Quem é Lord C? É um personagem do conto.
É um vivente sob a Égide da Lei.
Portanto, perfeitamente qualificado.

Lord C é um objeto da justiça e suas leis.
A Lei é uma extensão da floresta.
Sua origem é o medo.
O medo que um homem tem de outro homem!
porque não é necessário um código de leis,
para um homem se defender de um leão
ou uma cobra...
Nem de uma tempestade, ou furacão!

A floresta, a mãe, dos bichos
segue e persegue seu animal fugitivo. O homem!
em sua selva de pedra, onde ele parece mais seguro,
Por que ele é vivaz e de sentimentos estratégicos.

A lei escrita que hoje está no mundo,
é portanto a força que a floresta mãe,
procura controlar seus filhos,
buscando com este parâmetro o desenvolvimento
com maior igualdade possível para todos eles.


Lord C sabe que a lei é natural,
e que vem à tona por qualquer caminho,
da floresta mais bruta até todo
cristal já desenvolvido hoje.


O que procura Lord C e seus cooperadores
nas bibliotecas... do Vale do Nilo,
Nos antigos códigos, Em atenas, sob cinzas,
na velha e prostituída Roma?

Lord C tem como objeto do seu desejo,
A Justiça e a Lei.
E sabe que, no íntimo em cada homem de hoje,
Há um desejo semelhante.

Ele não quer desfazer os códigos atuais...
Eles são intimidativo, são corretivos e são punitivos.
"Não faça isso! Se fizer, paga isso!
São portanto, cabíveis, ainda, na maioria.


Mas isto
Não basta para aliviar a consciência
da tamanha inteligência humana.

Se neste milênio houve progresso
em todas as áreas do conhecimento humano,
A lei tem que se renovar também,
ainda que para examiná-la,
seja necessário, o conhecimento do DNA...
das tecnologias sofisticadas...

E a justiça também poderá apresentar
detalhes muito pequenos, e até invisíveis,
de grande valia para o desenvolvimento
da humanidade.

Lord C quer começar por aquilo
que se vê a olho nú, e publicamente.

Depois os detalhes pequenos, pequeninos,
os invisíveis, que contém a mais
simples idéia de justiça.

Ele quer criar algo que possa
caber num espaço dos atuais códigos.
Onde se diz e... Leia ISTO TAMBÉM...
um germinado livro onde se pratica a justiça!

E qual é a Justiça que Lord C tem em mente...

A justiça é um bem absolutamente justo,
cabível na mente de todos,
se cabe na mente, cabe nas mãos,
se cabe nas mãos, cabe no coração.

E se cabe em todos estes lugares,
em todos estes planos,
caberá no mundo, também.
caberá na vida real,
se coube nos sonhos.
E não há nenhum vivente
que não sonhe com uma justiça mais coerente.

Assim sendo, Lord C,
tem seu trabalho, sua luz para iluminar
suas questões...
e o mais curioso, que você
leitor pode cooperar com
a missão de Lord C,
E se os personagens estão pelo mundo,
estão conversando e se divertindo,
trabalhando e estudando...
Você meu amigo leitor,
pode encontrá-lo a qualquer momento em seu caminho,

Afinal existe muito mais mistério
ao seu lado, do que no céu!

domingo, 19 de abril de 2009

A Fuga dos Personagens - Roteiro para Cinema - Um filme de Amor - Maria Melo - Brasil

Ao entrar e sair não fechou a porta!
foi de propósito. Ela sabe que eles a seguirão.
É sua imaginação. Não importa
quão muda, quão negra, quão avessa
ou quão iluminada... é apenas a sua imaginação.
E mais nada!

Os atores ao verem a porta aberta
passaram, seguiram, se espalharam, feito raios de sol,
cada qual no seu sonho,
um passo, um mundo, uma vida!

A autora soltou seus personagens!
Cada um deles tem uma face mágica,
um dom especial, uma luz que os guiará,
Um trabalho, uma luta, um conhecimento,
uma informação, um gesto imprescindível.

E assim foram todos, os atores, o diretor,
os trabalhadores, os jogadores, enfim,
os leitores...
nada sobrou no sítio. Só o próprio sitio e
seus clarões estelares.

Por onde andarão seus personagens?
E o que farão?
Como farão, por que farão?

A autora responde:
Estão pelo mundo, aí, por lá,
por aqui, vivendo, conhecendo, aprendendo!


Lord C, o príncipe, saiu e foi o primeiro
a desaparecer na neblina,
Não diz adeus e até já, sonhou.
E partiu. De sua grande vida,pensa que
Sabe, a autora.

Lord C é ator, por vaidade, nas horas de
folga, porque na vida real Lord C não é
famoso, nem conhecido na sua cidade,
Ele é Um fanático pesquisador...

Mergulhado em todas as bibliotecas do mundo
O que ele procura?
Pilhas de tratados de DIREITO NATURAL.

Princípios do direito constitucional,
do direito civil, que são os direitos básicos
que definem a mais assustadora relação entre seres humanos.


Por que Lord C quer saber sobre esses temas antagônicos!
O que falta na definição dos direitos humanos,
um ponto, uma virgula, uma conjunção e, mas, porem, uma
reticência. Onde encaixar um artigo, um caput, um item,
um parágrafo.
Sem romper a estrutura do código,
sem condenar o melhor que se conseguiu!

E a Santa Justiça que se nega a ver
A balança que junto ao peito carrega!
Se nega a ver quem a opera,
quem se desespera, com sua cegueira!

E o amargo deste horror, vem infelizmente
do beneficio da lei!
Então Lord C quis ser amigo de Moisés!

Porque Moisés afirmou ter recebido os mandamentos
de Deus... e Lord C queria também falar com Deus!

Afinal, em todas as leis do mundo,
e direito dos povos existem bárbaras e
ferozes contradições.


E se o conceito de Justiça e a prática da justiça
pudessem ser revistos, hoje,
com toda a ciência e tecnologia ao seu favor,
e fossem modernos como um exame de sangue...
o que veríamos? e
o que teríamos a coragem de fazer?


E se tivéssemos que reaprender o conceito
e a prática de uma justiça moderna quantas gerações
levaríamos trabalhando com muita arte,
só para desfazer o que está feito...
e ninguém quer sacrificar um só dia de sua vida,
por algo que pode falhar!

Por isso Lord C e seu grupo de pesquisadores
trabalham dia e noite, procurando
um espaço nos correntes livros de lei!

E se tiver um espaço para uma virgula, um "E",
se fará, se houver uma linha, duas linhas,
meia página, uma página... em qualquer parte,
se remendará!

Lord C e seu grupo se dedica ao estudo
da Justiça e da lei!
Da atual lei praticada no mundo,
Eles não são destruidores da Lei,
São Restauradores da grande Obra de Arte
Chamada Lei!

Você leitor me dará noticias de Lord C,
porque você também participa deste
grande trabalho que é melhorar
as condições de vida dos seres humanos
porque na vida você também está!

Assim desta forma, Lord C encontra-se
nas bibliotecas do mundo,
em qualquer parte do mundo,
manuseando os velhos livros
de onde nasceram as leis atuais,

Lord C é um grande restaurador
desta pérola humana: A Lei...
que é toda inspirada na natureza,
e se é inspirada na natureza
tem seus ciclos de restauração!

depois conto mais sobre os demais!

sábado, 18 de abril de 2009

Os personagens - Roteiro para cinema - um filme de amor - Maria Melo - Brasil

A autora parou de escrever.
Os personagens com folhas brancas pelas mãos,
indignados foram ter uma conversa com ela
"O que vamos decorar, não há nada escrito!"

Vamos ficar ilhados aqui dentro
no castelo de areia
da sua imaginação, esperando com nossas vidas
lá fora para viver?
Ou você escreve ou fugiremos...

Lá fora tem um grande agito
aplausos para grandes artistas como nós...
não gostamos do silêncio
destas suas noites
que às vezes, nem lua tem que dirá sois!

Eles estavam mesmo guardados na caixinha
mágica da autora, lá em cima do armário...
no grande sítio do senhor diretor:
jogando cartas, ganhando algum dinheiro,
contando mentiras, porque as verdades,
todos ali eram proibidos de falar.

Quais eram as verdades proíbidas?
aquelas verdades relativas à vida pessoal de cada ator.
A autora convidou somente
atores que não se conheciam entre si e
os proibiu de falar sobre a vida pessoal.

Teriam que viver e conviver inventando tudo,
até seus nomes, suas origens, seus estados
reais, até seus sonhos pessoas deveriam
omitir. Era de fato, um grande suplício e desafio!

Quem era quem...? Quem era ninguém!
Ninguem sabia nada. Todos muito bons
Bonitos e competentes... só isto se presumia!


Na última filmagem, que foi a caçada aos bichos,
os atores se cansaram demais.
Uma luta intensa se travou neles, também
com as cenas tão crueis e tão banais,
na maioria das vezes, tão reais...
eles esqueceram da autora por um bom tempo
e só jogaram cartas e davam risadas
comeram banana frita, assada
porque banana é linda, e
tudo aquilo não era verdade.
Nenhum peixe sem cabeça sai nadando pelo rio.

Foram tantos os dias de folga que se cansaram de mentir
não sabiam mais o que inventar
Ninguém se cansa de dizer a verdade
mas mentir ou inventar todo o tempo
é constrangedor.

Assim, chegou o momento em que a autora se viu em apuros
com seus personagens... de certo modo,
eles ameaçavam dizer a verdade,
e para uma autora e para todos os atores,
a verdade pode ser destrutiva.

Enfim... era hora de tomar uma decisão.
Ela nada discutiu, abriu a porta e saiu,
deixou a porta aberta,
aquela que dava um caminho para o mundo real.

Quem resistiria... a olhar mais de perto a realidade
da vida... Os atores ao ver por onde saiu a autora,
de fato, se olharam extasiados...

é por ali que se vai ao mundo real?
E há uma porta de saída, outra de entrada,
A danada... nunca nos disse nada!

Os personagens -

O Analista da Autora - Roteiro para cinema - um filme de amor - conto - Maria Melo - Paraná



Paga antes conversa depois!
começa assim, porque assim aconteceu!
Um pesado silêncio na sala de espera.
Outros olhos, outras faces, rastreando as paredes
quase nuas do consultório.

Um quadro alí, outro aqui, em cima da minha cabeça,
não pude vÊ-lo direito.
Uma música indecifrável, uma secretária discreta
usando um uniforme da mesma cor das paredes.

Era a primeira vez da autora.
Estava muito curiosa. Mas seu problema
não a deixava saborear o momento adequadamente.

Quanto tempo demorou recapitulando
na mente aquilo que a perturbava?
Talves uma eternidade e meia.
Mas aquela meia passou e a porta se abriu:

Um leve e sutil chamado, quase um sussurro!
A autora se levantou e caminhou para dentro
da sala, era com ela.

Não tinha divã. Só uma cadeira na penumbra.
Ela não se sentou, imediatamente, Ele sim.
ficou andando pelo ambiante, que lhe
pareceu muito espaçoso e surpreendente.

Viu um quadro com um mar muito branco e frio
e um barco vazio, também desbotado,
talves fosse no mar muito gelado.

Viu uma vela apagada, um livro fechado.
Era uma biblioteca imensa, inteira, fechada.
Flores de muito bom gosto, artificiais,
quase imortais. Uma janela acortinada,
e imaginou a rua com seu turbilhão de visões
e aquele homem do seu lado.

Ele ainda seria um analista? suportando
todas as emoções dos apertos da convivência,
se rompessem todas as muralhas daquele silêncio?

"Seu tempo está passando" disse ele à autora.
"Além de tudo ele é uma pessoa de pouca conversa"
pensou ela.

Sentou-se na frente dele.
Ele disse: "conte-me tudo, do começo ao fim"
"De jeito nenhum, disse a autora,
se quer saber, adivinhe!

"Quer falar ou não?... se não quer
não fale nada"

Tá bom, é sobre o conto que conto...
escrevi uma cena muito violenta...
E agora estou pensativa, não posso
ser passiva diante das coisas,
tenho que tomar uma decisão.

Devo fingir ou devo contar a verdade?

Ele disse: "ACeite-me como eu sou
você precisa me aceitar para se aceitar, também.
e caminharemos juntos pelos seus precipícios e abismos
Precipícios: começo do abismo, visto ainda de cima.
Abismo... fim do precipício, visto de baixo.

O analista colocou sua mão no braço da autora.
com um excessivo carinho,
um olhar derramando ternura,
e um pensamento danado de luxúria!

Oras, vim aqui resolver meus misteriosos problemas,
me deparei com o seu eterno dilema.
"Faço ou não faço o amor." Eis a questão!

Então, disse o Analista, ampare-se em mim,
lhe dou meu ombro, todo meu conhecimento,
se quer, também remédio para seu tédio.

E vamos, não lhe deixarei perder-se em seus
devaneios, porque o que faz isto acontecer
é que você tem tempo demais para si mesma!

Era belo como é peculiar a beleza no homem,
era sincero, também, como todo homem é,
Era grande e heróico, como todos o são,
era misterioso o seu mister!

E a autora precisava de certo álibi,
de um acolhimento, de um sim,
um consentimento, uma polavra muda,
que viesse, assim pelo vento,

Aquele vento que vem dentro do coração
assobiar canções,
que distrai, que cura a tristeza,
que leva o tempo solitário embora.
Que traz um sonho, um enlevo.


Parecia de fato um homem sonhando,
mas era um analista prático, diplomado,
doutorado, reconhecidamente suspeito.

Ela disse de repente, o Senhor estava no rio?
Sim, estava. Viu os peixes?
Vi...com certeza! Leu o conto inteiro?
Claro! Afinal você é escritora e eu sei
que escreve porisso leio!...

Mas seu tempo acabou disse ele friamente,
Na próxima semana venha
e me diga se decidiu caminhar
comigo, é mais seguro,
o ombro e o braço
do profissional amigo.

Abriu a porta e deixou a autora
assim, no meio, imersa, totalmente
na dúvida...

continue lendo que continuo escrevendo.

O desaparecimento da autora - Roteiro para cinema - um filme de amor - conto - Maria Melo - Paraná.



Pois é assim mesmo, caro amigo leitor...
você não pode sentar-se na sua confortável cadeira
e saborear tudo de uma só vez...
como sempre faz, no aconchego do seu lar...

Aqui, com esta autora um pouco real e um pouco personagem
você também tem que ir à luta,
ajudar a autora a cutucar seus personagens
e fazê-los surgir na tela.

A autora, confessa-se, um pouco retraída,
encolhida dentro de seu ovo meditativo.
Isto aconteceu depois do seu último episódio...
" a caçada aos bichos", especialmente no rio.

Não tanto pelo que ela contou mas muito mais
por aquilo que ela viu. É bom lembrar que alguns
leitores também viram porque a acompanharam na caçada.

É verdade,também que ninguém nem piscou os olhos
na beira daquele rio do santo vale, todos perderam
o fólego ao depararem com as aquelas cenas tão comuns,
tão chocantes, banais bárbaras.
É como olhar e ver no espelho,
aquele sócio da nossa própria vida,
O "Eu sonhador, rindo do nossa cara,
depois de um grande pesadelo"


Totalmente estranho, totalmente íntimo.
e saber que se o destino empurra ou puxa,
iríamos, também para dentro do rio.

E aqueles peixes lindos do mar ou do rio
que nadavam graciosamente no meio das águas límpidas,
boiava, sem suas cabeças e sem seus mágicos olhos.
Também os peixes são lindos nos pratos finos,
mas aí já é outra história.

As águas do Rio do Santo Vale, ainda guardam
a alegria das festas dos homens...
Os bichos berram mas vão,
que destino os aguarda?
Não importa, a vida é uma mão!
que leva, onde não interessa, apenas leva e traz!

A autora considerou o episódio violento!
E pede proteção! Mas ninguém está livre
da sorte ou do acaso! nem gente nem bicho.

Porisso a autora procurou seu ANALISTA!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Caçada...Roteiro para cinema - um filme de amor




A autora deixa a quase princesa
seguir seu destino...
O Principe sufocar suas perdas,
Os homens caçar os bichos
E os bichos fugir se conseguir!

Quando amanhece é o segundo dia na aldeia,
Alguns dos homens que temem o desconhecido
haviam fugido ou melhor se escondido..
Agora já começam a voltar...

São muitos jovens, ao deparar com
os homens da cidade, ficaram pensativos...
"O que eles poderão querer da aldeia?
Não se preocuparam com o tesouro do rei,
mas com suas esposas ou prometidas.

Que ainda se encontravam foragidas...
asseguradas, bem longe dali!

Eles terão que caçar juntos,

E o que significa esta caçada?

Para o Príncipe a caçada é sua amada,
para os homens da cidade,
a caçada é uma transformação
uma metamorfose inevitável,
para o rei é provisão para seu povo.
para os bichos, é inverno e escravidão!

Eles se reunem no campo e se espalham
como o sol, por toda parte
seus cavalos e seus cães, estão
alegres, parece festa e é festa!


Na aldeia um rio que vem ninguém
sabe de onde, vem colhendo água,
de muito longe horizonte
e lavando tudo os campos e as sementes,
Renovando a natureza, a cada instante
muitos milagres...
um peixe que surge, uma planta na margem,
uma vaca que muge, um leão de coragem!

O rio é o santo vale,
das montanhas descendente,
das matas intragáveis, tira sementes,
de bichos e gente
e as deixa na palma das mãos da terra!

O Rio vivo, bebe vida e devora vida,
doa vida! E só ele sabe por que passa por ali,
assobiando e cantando no bico
dos passarinhos, mais lindos,
mais vulgares, exóticos e raros
nos seus cantares!

Por que vão os homens às suas margens medonhas
aos berros, empurrando os bichos
pra dentro de suas formas estranhas,

e as águas vão abraçando os bichos,
numa descida profunda, sem fuga,
e os bichos vão seguindo as águas,
vivos ou mortos. semi afogados
Enrolados em grandes galhos de árvores,
os bichos vão a nado,
e os homens vão também,
dentro da água, pelas margens,
sobre as árvores,
uma cerca viva de bichos humanos,
enjaulando no rio outros bichos,
quase irmãos.

Seguem rio abaixo, destino Aldeia dos homens,
vão ser pão, brinquedo de criança,
servos calados. Vão ser
a inevitável companhia que
estes pobres animais humanos necessitam!

Vão ficar em silêncio, olhando admirados,
com a eficiência da arte da criação.
Eles não podem ser compreendidos
Suas caras ou faces não revelam seus segredos,
mesmo que mortos, despedaçados, cozidos e
devorados permanecerão calados.


Toda terra que a vista alcança,
no horizonte daquele dia, todo bicho,
que zuou, cantou, assobiou,
que correu, que fez cara ao sol,
todo bicho que eles viram,
enjaularam e jogaram no rio!

Esta era a sagrada caçada,
os bichos que viviam,
ficavam esperando a morte no vale,
os que morriam, iam para a festa dos homens!

Iam montanha abaixo,
o canto de agradecimento
da frutífera caçada!
Iam os homens alegres e felizes,
com seu tesouro no lago,
no rio, toda a carne dos bichos!

Era assim... é assim, agora nem tanto.

segunda-feira, 23 de março de 2009

A fuga da quase princesa - Maria Melo - Brasil - Paraná - parte II



O um dia e uma noite a separou
para sempre de seu Príncepe. Do seu primeiro amor.
Não era uma muralha, um abismo,
um oceano. Era uma navalha que corta um papel,
desfaz um plano. Era um fogo
que queima o papel. Um grande
e invevitável engano!

Na fuga ela teve que acertar o passo
porque se alguém estranho a encontrasse
a levaria como sua,
ela nada argumentaria,
pois toda mulher sabia que precisava de um homem.

De que modo alguém a arrastaria
com um coração daquele?

Talvez ela tivesse que confiar na sorte e no acaso,
mas todos os homens passaram o dia na montanha
desfazendo e refazendo o lago,
ocupado com o tesouro...

O Príncipe acreditava poder encontrá-la,
mas com todo sabor da amarga decepção!

O amor perdeu a inocente definição,
e aceitá-lo como uma inevitável necessidade natural
o tornava banal e sem expectativa.

O amor estava a esmo,
sem coração para morar,
Eles separados, ponto final.
Cruel ou não, o amor
nem tinha razão
para escolher este ou aquele coração.

Este é um fato. A caçada será infrutífera.
porque objeto da caçada não
existe mais...

Mas continue lendo... a estória não terminou aí!

A fuga da quase princesa - conto - roteiro para cinema - um filme de amor



O evento: Ela fugiu. Não se afogou. Não morreu.
Como... se estava amarrada às pedras,
tal qual um tesouro mineral, no fundo do lago?

O lago tinha um pequena floresta
de plantas aquáticas, cujas folhas largas e sombrias
escondiam da visão o que ele guardava.

Caule longo e oco... ótimo recurso para se
conseguir respirar... dentro da água.
Eles sabiam e praticavam está técnica.

O Príncipe não queria afogá-la,
só prendê-la, enquanto houvesse ameaça de guerra
Ela, boa menina, deveria esperá-lo lá
dentro do lago, de fato parece acolhedor.

A moça dentro do lago duvidou do amor,
Só e no escuro, olhando seu amado,
pelas flestas da folhas e da lua,
descobrir o inevitável:

O amor morre muito mais rápido
do que seu senhor... e antes que
racionalmente entendesse o que se passava
o amor que estava MORTO!

o CORAÇÃO estava vivo, mas o amor não.
Ela morreria muitas vezes por ele,
dentro do lago, ou na guerra,
mas ele o príncipe posto à prova da guerra,
preferir morrer sem ela,
era insuportável.

Ela era capaz de viver na guerra
ou dentro do lago para sempre, com ele,
mas sozinha, nem um segundo.

Ela viveria com ele o trivial
do dia a dia, da monotonia,
onde de fato, tudo se tem em abundância,
sem nenhuma espera.
com todas as flores, as sementes
e a primavera.

Sobre a morte ele a preferiu sozinho,
sobre a vida, por que a deveria querer?

Não é possivel visionar um homem na guerra,
sem o desejo de paz, e não se pode ter
paz sem o desejo do amor...
Tudo tinha chegado ao fim.

Seu coração decidiu que a vida estava insuportável.
E no momento em que saiu do lago,
na madrugada fria, iluminada pela lua,
estava perdida e mudada.
Não queria mais aquele chão,
nem aquele céu... tão indiferente
e tão cruel, que continuava
serenenando a luz das estrelas... na imensidão!

A lua brilhava num cenário perfeito
para uma alma separada de tudo por ali,
da aldeia, daquele povo, daquela terra,
daquela estranha noite.

Ela a quase princesa, não sabia se havia morrido ou não
e sentiu um desejo imenso de voar para muito longe
de todas aquelas coisas
queria que seu dia amanhece em outro sonho!

Ela só tinha uma parente, sua velha tia,
nada sabia de seus antepassados.
O povo da aldeia a viu crescer
e se tornar a mais bela,
graça especial do grande amor que todos tinham por ela.

Sentou-se um momento na grande pedra
que dava vista para a aldeia
O vento soprava muito forte e úmido,
e ela estava tão leve,
que não se prendeu mais naquela espaço
nem nas suas memórias!

Sentia-se como um pequeno pássaro
imerso numa grande tempestade, daquelas
que surgem no coração das pessoas
lhes trazem inesperados acontecimentos
inimagináveis atos!

Quando o indiferente dia amanheceu
o tempo já havia levado seus passos,
suas dúvidas, suas lembranças, suas lástimas
para muito longe.

Foi-se. Escondida no meio dos gados,
das matos, das bananeiras sagradas,
que levaram para longe o seu coração.

A fuga da quase princesa - conto - roteiro para cinema - um filme de amor

domingo, 15 de março de 2009

A autora atropela os fatos... conto que conto! Maria Melo - Brasil

A pequena aldeia esteve sem seu rei
e sem ele sobreviveu.
Ninguém passou fome ou foi abandonado
nem mesmo nos tempos difíveis da guerra.

É claro que povos de todos as épocas
desenvolveram culturas religiosas diferentes
em seus aspectos materiais
e não nos seus aspectos fundamentais.

Na aldeia, cultivava-se a Grande Deusa
de Tetas Douradas, a poderosa bananeira,
a grande mãe que sustentava aquela povo...
e eles nem sabiam de onde ela veio

Estava ali, de braços e folhas abertas,
pão quentinho e doce,
por todos os séculos que fossem, ou fosse!

Então esta aldeia desenvolveu
um belíssimo ritual de adoração
que eles também não sabiam
quando isto aconteceu pela primeira vez...

diziam: Foram nossos antepassados,
deve estar escrito em alguma pedra por ai!
a autora também não pesquisou!

O culto à divina bananeira:
O ritual de canto e dança, de representação,
declamação, oração, interpretação e tudo mais,
era o cume da arte daquele povo!
Era o evento mais poderoso das estações!
Diria a autora que eles entravam em alfa!

O rei e seu exército de mendigos
chegaram na época dos preparativos... e das meditações.
A bananeira não era um Deusa solitária,
muitos eram seus Deuses, ao redor,
tão poderoso quanto Ela o DEus, Divino Milho!

Mas o povo da aldeia tinha se dispersado, às pressas,

Qualquer povo do mundo sabe
que seu alimento é diário sagrado.
Eles também.
Qualquer povo hoje trata alimento com dinheiro,
Eles tratavam alimento com amor.

Portanto suas belíssimas bananeiras
seus esplendoros milharais
eram verdadeiras paisagens paradisíacas.

A Deusa bananeira fornecia
o alimento mais poderoso daquele povo.
(não descreverei a generosidade
da grande deusa de tetas douradas
e nuas cheinhas de nectar...
porque tudo bicho e toda gente a conhece)

A outra grande divindade igualmente sagrada,
igualmente adorada era o milho,
também amarelo, também cheinho de nectar,
que todo bicho e gente conhece!

E a base da sustentação deste povo
era estes dois preciosos alimentos,
que davam aos seu povo, músculos e ossos fortes,
sangue quente,
dignidade e coragem para aceitar a vida.

O milho verde e a banana
fazem uma combinação perfeita
capaz de sustentar aquelas vidas
por tempo indeterminado!
sem nenhum peso,
nem tanto sacrifício e suor!

Aquele povo não conhece fome,
nem guerra por alimento,
que nem podia ser comprado!
De fato eles eram agraciados!

Parte II - Conto que conto - Rituais de Adoração - Maria Melo - Brasil

Por isso o exército que
o rei subtraiu da cidade foi chamado de miserável,
e foi desqualificado
porque eles não conseguiam tirar o pão
nem para si mesmo e nem para os seus filhos,

e isto trouxe um desordem
imperdoável e condenável para as legiões urbanas!
É claro que alguns grandes homens
com grandes olhos podem ver isto:
o que os pequenos homens
de olhos pequenos vem todo dia.

Fizeram leis e mais leis,
outras leis sobre leis, leis corrigem as leis,
que contrariam as leis, que mancham as leis,
que violam as leis, que negam aquilo que outras leis afirmam...
mas a verdade é absolutamente berrante
A lei que concede dádivas a uns, negam-as a outros.

E quem não tem pão, não tem chão,
não tem asas, onde vai parar...
nem para o céu poderão ir!

É algo indescritível, insensível
para a melhor parte dos seres humanos!

A parte enjaulada e silenciosa
é uma grande parte dentro do templo,
entre eles há todas as espécies de talentos humanos

Foi isto que o rei percebeu
ao levar aquele bando de derrotados
para sua aldeia,

a cidade se aproxima do marco zero,
Se ela não se defender,
o reverso das leis a obrigará retroceder,
nos seus conceitos fundamentais de justiça!

Mas isto não vem ao caso
é apenas uma explicação muito simples
do porquê dos rituais de adoração da divina bananeira e do milho!

Tanto a bananeira quanto o milho
representa a generosidade da natureza
e sustentabilidade das vidas que ela cria.

Com a chegada do rei e seu fabuloso exército.
A caça ao tesouro no primeiro dia,
na primeira noite, sonhos fantásticos
e no segundo dia, a caça aos bichos,
ainda por contar.

Tinham rei, tinham rico reino, tinham vida,
que mais queriam eles?

A dispersão das mulheres, crianças, velhos,
e jovens adultos, temerosos do desconhecido
fez com a bananeira sagrada fosse abandonada.

É claro, os preparativos dos rituais.
Onde é este reino, pergunta o leitor incrédulo?
Ela, a autora responde, eu também não sei!

Muito bem, sobre o reino e o rei,
pode ser verdade ou mentira.
Sobre a generosidade da natureza,
em quantidades inestimáveis de riquezas essenciais
não há nenhum exagero, mentira,
aumento ou invento da autora.

Parte III - conto que conto - Rituais de Adoração! - Maria Melo - Brasil

Assim, os rituais de adoração da grande Deusa bananeira
estão suspensos até que volte todos os outros membros da aldeia!

Passou-se um dia, uma noite e hoje é outro dia.
o dia caça aos bichos...

para o príncipe uma eternidade de pesadelos
que ele nunca soube existir.
A ausência de seu pai
era uma aventura em busca de fortuna.

O desaparecimento da quase princesa
não era de conhecimento de ninguém...
para todos ali, preocupados com os rumos do novo reino,
a quase princesa estava escondida com as outras mulheres,
que voltariam em breve.

Quando o povo disperso voltar
e não trouxer consigo a quase princesa
poderá ser o caos,
se nada interferir no andamento da estória.

No dia de hoje,
deve os homens portanto, ir ao encontro dos animais,
vão se aprofundar um pouco mais
na velha, antiga e temerosa floresta.

Para o Príncipe será também,
a busca a quase princesa, desaparecida
deverá ela ser encontrada viva ou morta!

O príncipe conhece seu reino inteiro,
todos os caminhos, as montanhas, os rios,
os vales, os bosques, as grutas,
os bichos mansos e selvagens.

Ele conhece tudo,
até o final daquelas montanhas.
Ela não poderá ter ido além delas.
Ou além do abismo, ou mesmo cruzar os vales,
atravessar as grutas,
transpor os rios que parecem mares!

Os homens que vão buscar os bichos,
são filhos urbanas,
eles temem muito a natureza.

É, a principio, absurdo.
Digo absurdo porque atravessar a cidade inteira,
hoje no seu dia e noite,
tem, também muitos horrores e temores
que não são contados nem mesmo pelos melhores autores!

sexta-feira, 13 de março de 2009

O leitor - maria melo




Escrever é um itinerário mental que acaba
por transpor o tempo e o espaço.
Proporciona experiências curiosas.

É claro que a autora está diante de um novo universo
e que o está explorando,
publicamente, passo a passo,
deliciosamente. É um verdadeiro diamante.

Não pertence a autora... no sentido
de posse... mas sensitivamente, sim.
E tal diamante pertence igualmente
a todos que amam a arte
a expressão, alegria e felicidade
o dia a dia, a liberdade,
o amor, a conquista, e a responsabilidade.
de poder ter asas da vida
e compartilhar o voo!


É claro que autora também trabalhou no cenário.
no palco, nos bastidores, na plateia...
e na rua, no público.

É mais claro que muitas outras pessoas
trabalharam e trabalham continuamente
muito mais que a autora,

e que por milagre, sonhos diferentes
podem se realizar juntos

Hoje a autora escolhe um de seus amigos para leitor.
"Convido-o para acompanhar a publicação do conto Roteiro para cinema
um filme de amor" "send it"

Passam-se as horas, finalmente vem a noite.

O leitor chega em sua casa,
depois de uma semana de difíceis negociações,
de uma viagem cansativa e pouco produtiva.
Seus negócios complicados! Sua mente refinada
trabalha feito um moinho,
Na impiedade do vento!

Ele é um grande leitor, sua estante está completa,
preservadíssima. Livros modernos, livros antiquíssimos!
Filosóficos, matemáticos, históricos e científicos.

Mas nesta noite ele não tem fome!
Quer algo bom para tactear, cheirar, olhar,
Faz automaticamente um ritual
preparador para um bom sono.

Não quer dormir por esporte ou por hábito.
Quer dormir por necessidade de prazer!
O prazer indescritível de uma noite de sono.

Uma noite de sono foi a alavanca de
quase todas as grandes mudanças do mundo!
Uma única noite de sono pode
representar a arquitetura da realidade!

de uma pessoa, de uma sociedade,
de um tempo histórico.
Era isso que o leitor queria,
uma destas noites de sagrado sono!

Antes, ele vai ao computador, abre seu email...
e encontra o convite... vai ao site da autora,
abre-e o procura pelo inicio...

Está desorganizado, mas com sua prática,
devora tudo rapidamente

Não por pressa, mas pela imensa habilidade
de digerir textos, livros, coleções, estantes,
bibliotecas e agora está querendo devorar
a Internet também!

Nem uma vez o leitor pensou se o que ele lia
era de boa qualidade ou não!
De repente a estória parou, sem nenhum sentido,
deixou nenhum caminho aberto, previsível.

Ficou no ar, confuso, indignado:
Cadê o que devo ler?
Vasculhou tudo e nada.

Será que a autora morreu sem terminar?

Foi ao email... digitou... "Onde posso comprar
seu livro, preciso terminar de ler...
Você quer que fique neste estado de ansiedade?
Vou comprá-lo, agora mesmo... me diga...por favor!"

Ela respondeu alguns segundos depois... "Qual livro"
Ainda não o escrevi. Você pode aguardar um pouco
enquanto eu faço a trama?" Send it.

"Não! preciso lê-lo hoje!"

"Não tenho nada, ainda, aliás
nem sei onde andam meus personagens,
por favor, pode ler umas poesias,
ver uns vídeos curiosos, quadros de conchas do mar..."

A autora elaborou uma lista de endereços
e passou ao leitor.

Ele perguntou "Quem é você?"

"Estou sendo a autora e você o leitor"

Que coisa, estou lendo um livro que não
existe e falando com a autora
ao mesmo tempo... preciso dormir...

"Você é ou não a autora da estória?"
questionou ele.

Ela finalmente se decidiu..

Vá até sua cozinha, tome um suco
e quando voltar,
sua estória estará.

Esta noite a autora vai contar a estória
para o leitor e amanhã o leitor
contará a estória para você!

continue lendo que continuo escrevendo.

Amanha você vai saber o que aconteceu
com a quase princesa!

A autora apresenta um esquisito poema com uma esquisita musicalização

O poema sábia bananeira foi composto e musicado pela autora
Ele faz parte do conto Roteiro para cinema - um filme de amor.
É a música cantada pelo exército de mendigos e seu rei
quando subiam a montanha para desmontar o lago,
em busca de seu tesouro.

Quando o Rei e seu exército retornavam às suas terras,
vinham catando alimentos pelo caminho,
E banana tem por toda parte, inclusive nesta estória,
Muito mais que catar alimentos
eles vinham sendo abraçados pela natureza,
e, abraçando-a, entregando de volta
o coração da terra que haviam furtado um dia
e levado para muito longe, num lugar chamado desorganização urbana!

E onde estes mesmos homens tinham se perdido
de si mesmos, de suas habilidades, de seu senhoril,
do respeito próprio e da dignidade.

Então os homens e o rei começaram a cantar para as bananeiras
que os rodeavam por toda parte,
ricas e amarelas, verdes e singelas, sombrias,
e florescentes! Nelas eles dormiam e sonhavam!
e acordavam vivos!

Docoraram a música, fizeram coral, teatro, declamação,
instrumentaram e arranjaram com suas vozes e experiências.
E de fato subiram a montanha com ela aos ventos,
assobiando e cantando.


Sábia Bananeira - autora Maria Melo -


F E E E E E E E D F E D C
Oh! minha poderosa e sábia bananeira
A A A A A A A A G G Bb A G F
como inventaste a arte, oh, estupenda
F F F F F F E Bb A
De criar teus frutos, às pencas
G F F G F F F E D
E deles construir teus cachos!

E E E E E E E E E AG G F
Oh, poderosa e eterna bananeira
A A A A A A A A A A A G G
Como inventaste a arte destas folhas
Bb AA G D C C Bb Bb
Tão leves, tão sombreiras
G G G G G G G F F F F A G F E Bb A
De preparar teu fruto pão, teu fruto bom, sem assadeira

G G G G G D C Bb A C A
Oh, poderosa, sábia bananeira
A A A GG F
me conte, ainda
G G G G G G G E E F G Bb A
De onde vem as tuas vestes esvoaçantes
D C Bb
tão lindas

G G G G G G D C C Bb
Me conta, oh, sábia, bananeira
A A G G F F E Bb A
de onde vem a tua força
G F A G
Resistência
G F E Bb A
Se és tão frágil
G F E Bb A G F
E nem sementes trazes!

Aí está a letra e a melodia
e um video...


Como nasceu esta ideia...
O que é a banana para uma criança pobre, uma criança sem recursos financeiros de sobrevivência: Porque não ha crianças pobres ou ricas, só há crianças,uma criança pode ser social ou até legalmente pobre, mas para a natureza ela será sempre UMA CRIANÇA!

Então, na mesa dos meninos pobres a mãe cantava na ausência do leite ou da carne
"Oh minha poderosa, vaca, bananeira...onde inventaste a carne tão saborosa...
que alimentou a mãe ! e todos os filhos...por toda a vida e as crianças respondiam: Amem!

E cada homem tem sua relativa história e todos queriam
agradecer a natureza por aquele grande dia de alegria!

domingo, 8 de março de 2009

A autora apresenta o personagem senhor OH!... O diretor.




Tudo foi cuidadosamente plantado e cuidado...
chegou a hora de colher... colheita é trabalho
e mais trabalho...pesado!
além de definir muito bem o presente,
pode também significar futuro.

O senhor diretor OH! terá que trabalhar
muito neste conto... se não ninguem vê,
A autora promete que a estória já está
circulando na imaginação dos leitores!

Cabe ao Senhor Diretor OH... torná-la visivel,
e também tornar visível o mais importante:
Os sentimentos dos leitores... Está estória
quer que o leitor sinta, veja, pressinta,
preveja e revire o próprio coração
em busca de seus próprios sonhos
e dos meios de realizá-los


Na noite enluarada em que o príncipe
e a quase princesa subiram a montanha
(que foi a noite de ontem na estória)
eles não foram sós...

Os atores e atrizes e os trabalhadores
e os figurantes foram juntos, eu também fui!
O senhor diretor OH, foi subindo a montanha
e dizendo os passos e a trilha
(que tinha sido milimetricamente estudada)
para nosso príncipe e nossa quase princesa.

Relatando uma cena emocionante:

De fato, é um belo sítio, um pedaço
encantado de terra, digo até que é a
terra que forma o meu coração... parece pulsar
sentindo e transmitindo vida.

Todos as pessoas naquela noite
estavam muito felizes, de participar deste
roteiro para cinema um filme de amor.

Não relatarei diálogos, no momento,

Mas todo casal apaixonado vive para
dar um só longo e interminável
beijo que começa no começo da noite
e se respira, beija, para, respira e beija, para
e recomeça tudo de novo
e vai até o amanhecer.

Assim era o príncipe C a quase princesa
madona B... os atores precisavam se beijar
com muita paixão e inocência,
toda a trilha da montanha...

O clima era perfeito, noite calorosa,
lua resplandecente, caminhada no sítio.
Para os olhos de todos as pessoas alí
presentes eles eram os próprio personagens
que representavam...
e a paixão entre eles era antiga,
nasceu no começo da leitura e estudo
dos textos. Os atores estavam
envolvidos na trama, envolvidos
de coração e alma.

O diretor que não é bobo, percebeu primeiro
que a atriz estava muito nervosa
com os beijos do príncipe:

Então ele disse... Massagista! Cadê você?
Ele, o massagista apareceu bem na frente da lua,
Ela, a atriz não sabia a cor dos olhos dele,
parecia refletir a lua

Se olharam profundamente, enquanto o principe
estava parado (todos os personagens deste
filme tem uma relação de profunda intimidade com
parceiro de trabalho.

O diretor disse: Faça uma linda massagem na
face esquerda dela, ela está tremendo,
está pálida de mais... A moça abandonou
o rosto na mão dele, parece que abandonou
ali também todas as suas confidências!

Era um sentimento tão claro e
abundante, inegável.
A quase princesa e o principe estavam,
de fato apaixonados!

A autora escreveu o que viu,
O senhor Diretor vai dirigir
um casal apaixonado num filme de amor...

Agora a estória tem dois mundos transparentes
e reais, duas tramas... porisso
senhor diretor Oh... Arregace as mangas
Vai trabalhar por Dois!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Terra amada - Oração do planeta -

Terra Amada - Oração do Planeta - Poema e musicalização - maria melo - Brasil


G A G F F
Oh terra amada
A C B A G F G G
Enterrada no meu peito
G B A G FE F FF
Com tua vida enjaulada
F A G FE D E E
cantando sonho desfeito

G G A GFF
A criar raizes
A C B A G F G G
e a sonhar com as sementes
G B A G F E F F
com tuas flores pelo vento
F A G E E D E E
paraísos e serpentes.


G C B
Terra amada
C B A G F A A
que teus rios abraço eu
B A G F E G G
e corremos para o mar
A G E F G G
sem sair do peito meu.

Terra amada
que devoro com paixão
toda pena toda glória
que alimenta este sertão.

G A G F
Não sai de mim,
B C D EE
nem nos meus sonhos
E D CC B
nem quando eu sonho
A B C B A G
com estrelas e céu!,

Não sai de mim,
nem quando eu morro,
nem quando eu vivo
solidão e fel.

Terra amada
que teus rios abraço eu
e corremos para o mar
sem sair do peito meu...

Terra amada
que devoro com paixão,
toda pena toda glória
que me alimenta,
este sertão ....

sou dependente,
grudada neste teu chão,
como raiz, e semente
dentro do teu coração.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Os sonhos do príncipe - roteiro para cinema - um filme de amor

Anoitece e a vida não tem piedade
todos dormem... todos sonham, todos acordam.
O príncipe não quer dormir
precisa de um plano para o amanhã...
ainda não sabe viver sem seu amor.

Bom... é importante reunir o gado todo, da aldeia...
para se ter uma ideia dos bens de consumo
para suportar toda aquela nova gente.

Outra grande jogada do príncipe...
"Amanhã, quando o dia amanhecer, sairmos
todos a procura dela pelos campos,
em algum lugar ela deve estar!

Ele não dormiu mesmo, não sonhou, também,
será que ele acordará?

Os homens se acomodaram plenamente
pelos campos alguns nas casas abandonadas
pelos velhos e mulheres...que fugiram.

Também não dormiram...
se entregaram ao devaneio da felicidade...
nem precisavam dormir, sonharam
acordados... ao luar, mesmo sozinhos
não sentiam nenhuma tristeza.
Eram feliz naquela noite...

A noite que eles tinham um rei
Isto talvez seja coisa do coração...
que se tenha que amar tanto,
um ser humano que se dá a ele o nome de rei...

e se o serve por pura obrigação
obrigação do coração, de puro amor, de pura devoção.
Eles estavam neste estado de excitação.

Quando as sombras começaram a se dissipar
todos estavam de pé,
esfregando os olhos
porque não acreditavam
nem naquele dia passado, nem naquela noite
e nem neste dia, também...

Não acreditavam no rei,
no príncipe, no lago, no tesouro.

Mas tudo parecia ser um fato
concreto, incontestável
uma realidade muito brilhante
um verdadeiro arco íris de promessas.

E tava tudo ali mesmo,
a montanha, as casas, eles próprios estavam ali,
com suas risadas, agora muito bem
motivadas.

Logo apareceu o príncipe,
Nos olhos o cansaço e a decepção.
O pai, nem lhe adivinhou o que lhe ia na alma.

"Meu rei pai... levaremos os homens para o campo,
antes mesmo de trazermos nossas mulheres,
precisamos saber de nossas reais
provisões alimentares."


O rei não pensava sozinho...estava
confuso com sua nova e estranha função.

Acatou imediatamente as razões do filho e disse
aos homens que todos deveriam
neste dia cuidar dos bichos,
de todos, os comestíveis e os não comestíveis.

Separá-los em canteiros, próximo ao vale,
aos rios, onde tivesse bom alimento também
para eles.

O príncipe só quer descobrir
onde está o seu amor.
esta caça pode ser sua salvação.

Se ela estiver na região será encontrada!
Não se pode ir longe demais
por aquelas terras,
tudo cercado de montanhas e rios,
inóspito para uma jovem quase princesa.

Seu coração se encheu de alegria,
pensando que hoje, neste mesmo dia
podesse reencontrá-la,
mesmo depois daquele passado
dia de tanta agonia.

depois eu conto mais... se descobrir!

Por que eles encontram o tesouro no inicio da história?

Roteiro para cinema - filme de amor,
não é um filme de aventura, não.
Mas cadê o amor?
Só temos um pobre príncipe... solitário...
e uma quase princesa fujona!

E a rainha onde se meteu que o rei
nem perguntou por ela?

Com certesa, a rainha está escondida
com outras mulheres da aldeia,
com o medo do exército invasor.

E o príncipe já disse isto ao seu pai
"Enviei um de nossos mensageiros,
dizendo que o senhor meu rei
ira buscá-la, quando lhe for oportuno e seguro"

"Nem parece meu menino, pensou ele"
é um verdadeiro príncipe.

Enão, encerrou-se o primeiro dia
de um rei renovado e seus súditos esperançosos.

Desceram a montanha
Lá em baixo, cada um sabia
que agora tinha uma vida inteira pela frente,
encontrar o seu lugar, seu lar,

naquele recanto de pedras e águas,
frutos, flores e mágoas
Cada homem plantaria um novo sonho.

Eles não trouxeram nada da cidade,
nenhum talento, nenhuma boa
história, nenhuma grande aventura...
mas foi por lá que encontraram um rei,
foi por lá que conseguiram a coragem
para reagir a triste decadência

E se tornar senhor, Senhor José,
Senhor Pedro, Antonio,
Adams... ou quaisquer outros nomes
de suas diferentes origens,

Senhor portador da vida,
e dos sonhos e ter onde
construi-los, ter um reino,
uma terra amistosa,
amigos e familia,

Assim sendo o passado
ficou mesmo enterrado
na neblina das cidades.

A autora anda distraída... mas o trabalho a chama...

Já se passaram vários dias, desde que
o rei, o príncipe... os súditos subiram a montanha cantando.
Uns em busca do tesouro, o principe em busca
de uma resposta: "Onde está o meu amor?"

A autora confessa que anda esquecida.
Agora precisa correr atrás do tempo
seus personagens neste momento
já estão vivendo outras aventuras,

O atraso da autora se deve ao acúmulo de trabalho

Meditando também se pode ir... ela vai!
Subir a montanha para ver uma cena que já é passado!

A autora quer o testemunho de alguns leitores:
Convida uma pessoa chinesa, uma pessoa árabe, uma pessoa
russa e outras pessoas de diferentes idiomas...
para acompanhá-la na aventura.
enquanto subirá a montanha.

Os leitores estão prontos a autora também.
Logo, logo encontram o rei e seu exército


O que eles estão fazendo?
E o que a autora e seus leitores vão fazer?

Súditos armados de todas as ferramentas
da época começaram a desfazer o lago.
foram removendo rapidamente, terras e
pedras, plantas, e galhos...

Eram muitas pessoas trabalhando,
esperançosas, por que suas vidas
só tinham um sentido verdadeiro,
se encontrassem um tesouro e um rei.

E aquela era um grande momento
esperado por toda vida,
aquilo que se gastou a vida perseguindo
estava ali, imóvel, inutil...quase rindo!


Só o príncipe parecia infeliz
só ele não sabia o que esperar do seu próximo dia.
Por que sua amada
havia desaparecido, enquanto ele dormia.


As Águas do lago foram posta
porta afora, empurradas morro abaixo,
num turbilhão de música
de uma grande aventura também para elas,
que sempre, sempre moraram lá em cima
longe do vale e suas criaturas.

Agora, elas conheceriam coisas
diferentes lá em baixo,


Deixou-se o buraco do lago exposto ao
sol, também aquelas enormes pedras
íntimas das águas, estavam muito feliz
era a primeira vez que sentiam o sol...


Passavam pelas mãos dos homens,
que as reviravam, e sob elas
a mais bela visão que eles sonharam...


Ouro, diamente, mais ouro, mais diamante,
muito mais ouro do que queriam, do que
podiam carregar... Louvavam a Deus
por aquela visão... riqueza, tesouros...

embora não houvesse nada que precisassem comprar.

Era o brilho daquilo, o desafio
Nascer e morrer sem tocar o famoso tesouro do rei
era quase não viver para eles homens.

Mas tava tudo ali, nada tinha sido
roubado... todo o ouro... encontrado, por
muitas gerações daquele reino.

Deitaram e rolaram e até conversaram
com o minúsculo olho dágua
que sempre o tesouro guardava.
escondido na sua enorme fachada de água.

E o que fazer?
Levar todo o tesouro para o vale...?
Reunião: ... cada um, agora era diferente.
Eram homens ricos,
tinham rei e tesouro.

Decidiram refazer o lago...
toda a água tá tinha ido embora....
Mas a fonte não...
produzia a água pura, sagrada,
sem nenhuma compensação,

Felizes como crianças, não trabalhavam, brincavam.

Foram trazendo tudo de volta,
abraçando e beijando as pedras, os galhos,
as plantas, os bichinhos,
refazendo tudo de novo...
pedrinhas por pedrinhas, com a mesma disposição.

E o pobre lago tinha o leito coberto
da mais pura e cobiçada riqueza,
um tesouro de diamente e ouro.
e só um pouquinho de agua,
mas uma gotinha ali, outra gotinha aqui,
ela cresceria novamente,
e guardaria seu segredo,
sem nenhum incoveniente.

Ele sabia que seria novamente
abandonada no cume da montanha,
Mas que importância tem isso,
quando se guarda na sua essência
os sonhos dos seres humanos?

O lago não estava guardando
mais o sonho do príncipe...

Mas em questões de amor,
não se mete o lago.
O príncipe tem as suas razões,
a vida tem suas outras secretas razões.

Finalmente tudo acabado...
Ah a autora e seus leitores não fizeram nada.
Eles só assistiram
atentamente... depois eles contam
mais coisas, as histórias que ouviram
enquanto nem eram reparados.

E até as músicas se eles lembrarem!

αχτίδα φωτός

 É só um raio de luz,    είναι μόνο μια ακτίνα φωτός,     Einai mono mia aktina fotos que se debate nas rochas e nas trevas    που παλεύει σ...